ANBIMA reduz projeção do PIB de 2019 para 2,6%

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Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação reverte posição do fim do ano passado, que era de 2,8%. Para Selic, expectativa é de estabilidade em 6,5% Foto: Divulgação Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação reverte posição do fim do ano passado, que era de 2,8%. Para Selic, expectativa é de estabilidade em 6,5%

O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019. Dos 2,8% apontados na reunião anterior do grupo, realizada em dezembro de 2018, a estimativa passou para 2,6%.

 

“Estamos acompanhando os primeiros sinais de desempenho da economia brasileira neste ano. Mesmo reconhecendo o início mais gradual, o avanço na agenda de reformas e a posição cíclica da economia, incluindo importante melhora nas condições financeiras, devem provocar aceleração do crescimento ao longo de 2019”, afirma Fernando Honorato, presidente do Comitê da ANBIMA.

Para os juros, a projeção do grupo é de estabilidade, com a Selic em 6,5% até o fim de 2019. Na reunião anterior, os economistas haviam apontado expectativas de aumento a partir de outubro, com a taxa a 7,5% no encerramento do ano. A mudança da estimativa foi provocada pela percepção do comitê de que o crescimento da economia pode ser mais moderado do que o previsto anteriormente.

A nova projeção da Selic impactou na perspectiva para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2019. Dos 4% apontados na reunião de dezembro, o comitê reduziu para 3,9%.

Cenário externo e dólar

O comunicado do FED (o sistema de bancos centrais dos Estados Unidos), que sinalizou redução do ciclo de aumento dos juros norte-americanos, fez com que a maior parte dos economistas do comitê da ANBIMA reduzisse suas projeções de quatro para dois aumentos dessa taxa em 2019. O grupo acredita que a mudança abre uma janela de oportunidades para os mercados emergentes no primeiro semestre, mesmo com a precaução dos investidores com o Brasil e as preocupações com as economias mexicana e argentina.

O comitê também revisou a projeção do dólar: de R$ 3,80, definido na reunião anterior, para R$ 3,70. O resultado corresponderia a valorização de 4,5% do real no ano.

(Redação - Investimentos e Notícias)