Alimentos e combustíveis elevam IPCA para 0,75% em março

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Alimentos e combustíveis elevam IPCA para 0,75% em março (Foto: Pexels) Alimentos e combustíveis elevam IPCA para 0,75% em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março foi de 0,75% e ficou 0,32 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de fevereiro (0,43%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a maior taxa para um mês de março desde março de 2015 (1,32%). Para o professor do mestrado em Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o resultado veio ligeiramente acima das expectativas e foi causado, principalmente, pelo grupo “alimentação e bebidas” e “transportes”.

O resultado do IPCA de março sofreu forte influência dos grupos Alimentação e bebidas (1,37%) e Transportes (1,44%). Juntos, estes dois grupos, que representam cerca de 43% das despesas das famílias, responderam por 80% do índice do mês, com impactos de 0,34 p.p. e 0,26 p.p., respectivamente. Comunicação, com -0,22%, foi o único grupo que apresentou deflação em março.

“O grupo dos alimentos foi impactado por fatores sazonais e os efeitos tendem a se dissipar nos próximos meses. Já o grupo de transportes, fortemente impactado pelo preço dos combustíveis, pode continuar apresentando alta nos próximos meses, a depender do comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional”, disse o professor.

O grupo Alimentação e bebidas se destacou com o maior impacto (0,34p.p.) e a segunda maior variação (1,37%) dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados. O grupamento dos alimentos para consumo no domicílio registrou alta de 2,07%, com as regiões variando desde o 0,80% de Rio Branco ao 3,38% de São Luís. Os itens que sobressaíram são: o tomate (31,84%), a batata-inglesa (21,11%), o feijão-carioca (12,93%) e as frutas (4,26%).

Nos Transportes, após a deflação (-0,34%) de fevereiro, o índice apresentou forte aceleração (1,44%), a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados. Os combustíveis (3,49%) foram os principais responsáveis pela alta, com a gasolina custando, em média, 2,88% a mais. As variações ficaram entre os -2,47% de Goiânia e os 8,54% da região metropolitana de Fortaleza.

Quanto ao etanol, cuja alta foi de 7,02%, novamente Goiânia foi a única área a registrar queda de preços (-4,37%). A maior variação foi de 8,57% na região metropolitana de São Paulo.

Outras contribuições positivas no grupo dos Transportes vêm dos itens passagem aérea (7,29%) e do ônibus urbano (0,90%), ambos com 0,03 p.p. Este último contempla os reajustes de 9,30% nas tarifas em Porto Alegre (5,12%), em vigor desde 13 de março, de 7,81% em Recife (7,19%) e de 5,88% em Curitiba (5,41%), ambos a partir de 02 de março. Destaca-se também o trem (2,07%), em razão do reajuste de 27,30% nas tarifas em Porto Alegre (14,85%), em vigor desde 13 de março. 

(Redação – Investimentos e Notícias)