Conservar o solo é cultivar a vida

Na Semana do Meio Ambiente, fiscais federais agropecuários alertam para o cuidado com o solo, por meio de práticas de agricultura sustentável para baixa emissão de carbono Foto: Divulgação Na Semana do Meio Ambiente, fiscais federais agropecuários alertam para o cuidado com o solo, por meio de práticas de agricultura sustentável para baixa emissão de carbono

Cinco de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. E, como forma de alertar as pessoas sobre a importância desta data, fiscais federais agropecuários destacam a necessidade de cuidar do solo, com práticas de produção sustentável que ajudam a diminuir a emissão de gases do efeito-estufa.

 

De acordo com o fiscal federal agropecuário e engenheiro agrônomo Maurício Carvalho de Oliveira, a história mostra que uma das causas do desaparecimento de civilizações foi a exploração do solo até a exaustão. “Um dos pilares da economia brasileira é o agronegócio, que tem o solo como matriz básica de produção. É aí que está a grande relevância de conservar e manejar esse recurso natural de forma sustentável, para o bem-estar desta geração e das gerações que virão”, enfatiza o fiscal.

Como aliado na conservação do solo, agricultores contam com o auxílio do Plano ABC – lançado com o objetivo de reduzir no País as emissões de gases do efeito-estufa e aumentar a fixação atmosférica de dióxido de carbono (CO2) na vegetação e no solo. “Agricultura de baixa emissão de carbono é agricultura bem conduzida, com melhor gestão, com adoção de tecnologias e sistemas agrícolas que sejam mais produtivos e econômicos e preservem os recursos naturais, principalmente o solo e a água.”

Como exemplo de técnicas sustentáveis, Maurício cita a recuperação de pastagens degradadas, que consiste em transformar as áreas com pastagens em degradação em áreas com pastagens produtivas para o cultivo de alimentos, o que evita a abertura de novas áreas de florestas.

Segundo Oliveira, o agricultor está mais consciente sobre a relevância do uso e manejo sustentável dos recursos naturais. “O produtor sabe que o solo é seu maior patrimônio, e manejá-lo de forma inteligente é a diferença entre o sucesso do empreendimento e seu fracasso”, explica. Para ele, o solo é reconhecido como um dos componentes fundamentais do ecossistema, além de funcionar como um grande reservatório de água do planeta, que responde com produtividade e lucro aos cuidados a ele dedicados. “O solo é o nicho ecológico que abriga todas as espécies terrestres, vegetais e animais. Conservar o solo é conservar a vida”, conclui.

Os fiscais federais agropecuários desempenham funções primordiais na gestão do Plano ABC no âmbito federal. Eles executam tarefas em grupos gestores do programa nos Estados e atuam na capacitação de assessores e multiplicadores de tecnologias do plano, na discussão de políticas creditícias para facilitar o acesso dos produtores aos recursos financeiros e no fortalecimento institucional do programa com seus parceiros, seja nos Estados ou na esfera federal.

O Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de fiscal federal agropecuário, servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre os profissionais estão engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas, que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar às famílias brasileiras. Atualmente, existem 2,5 mil fiscais na ativa, atuando nas áreas de fiscalização nos portos, aeroportos e postos de fronteira; campos brasileiros; laboratórios; programas agropecuários; empresas agropecuárias e agroindustriais; relações internacionais; e nas cidades, fiscalizando os produtos vegetais, o comércio de fertilizantes, os corretivos e as sementes e mudas.

(Redação - Agência IN)