Chile anuncia comércio de frutas cítricas no Brasil

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País ocupa primeiras posições nos rankings de importações de alimentos no Brasil Foto: Divulgação País ocupa primeiras posições nos rankings de importações de alimentos no Brasil

Cercado por fronteiras naturais como o Deserto do Atacama ao norte, a Cordilheira dos Andes ao leste, o Oceano Pacífico a oeste e a fria região da Patagônia ao sul, o Chile tem defesas naturais que o deixam praticamente livre de pragas e doenças. A zona produtora privilegiada somada a tecnologias desenvolvidas e empregadas no cultivo de suas terras, o país é referência na produção de alimentos de alta qualidade e indiscutivelmente seguros.

 

O Brasil, um dos principais parceiros comerciais do Chile, começa a receber, a partir do segundo semestre de 2015, as frutas cítricas chilenas, após um processo que durou 12 anos devido a trâmites e protocolos de controle de pragas aplicados por entidades brasileiras. Limão, Laranja-Bahia, Tangerina e Clementina ficarão na mesa dos brasileiros acompanhando o vinho, salmão, azeite, mexilhão e outras frutas frescas, produtos chilenos já amplamente
consumidos no Brasil.

“O Chile é o 2º fornecedor de frutas para o Brasil e agora podemos ser o 1º. Estamos começando um trabalho intenso para promover as frutas cítricas chilenas e a grande aceitação e confiança que os brasileiros têm em nossos produtos nos deixam otimistas em relação à presença das cítricas chilenas no mercado brasileiro e seu consumo”, pontua Oscar Paez, diretor do ProChile Brasil, escritório responsável pelas relações comerciais entre os dois países.

O lançamento das frutas cítricas chilenas aconteceu em São Paulo com a presença dos presidentes do Comitê Chileno de Cítricos, Juan Enrique Ortúzar, e da Associação Chilena de Exportações de Frutas (ASOEX), Ronald Bown Fernandéz. O Comitê conta com 351 empresas associadas – mais de 6 mil produtores – e representa 80% das exportações de frutas cítricas do Chile para o mundo. “A indústria dos cítricos ainda é jovem, mas é pujante e dinâmica”, resume Juan Ortuza.

Em apenas uma década, as frutas frescas do Chile ganharam, por si mesmas, a qualificação de um produto de classe mundial. As exportações de frutas chilenas chegam a mais de 100 países, principalmente para os Estados Unidos e países da Europa, além da Ásia, um mercado que apresenta crescimento contínuo.

A indústria tem investido fortemente em tecnologia, garantindo controle de qualidade rigoroso para assegurar a saúde dos produtos, sua cor, sabor, consistência e aromas, permitindo que o Chile seja, atualmente, o principal exportador de frutas frescas do Hemisfério Sul e o maior fornecedor mundial de uvas de mesa, cerejas frescas e mirtilos.

De acordo com dados da ASOEX, nos últimos 30 anos, a indústria de frutas no Chile expandiu-se rapidamente e hoje representa, anualmente, em média 28,3% das exportações totais do país no segmento alimentar. Em 1985, eram produzidas 533 mil toneladas de alimentos; hoje, são mais de 2,6 milhões. São cerca de 7.800 produtores e 747 empresas exportadoras de mais de 30 tipos de frutas para 1.700 clientes em mais de 100 países.

São 18 mil hectares plantados em várias regiões: Atacama, Coquimbo, Valparaíso, Región Metropolitana e O’Higgins. Os principais destinos são: América do Norte (75%), Extremo Oriente (14%), Japão e Europa (juntos, somam 6%).

(Redação - Agência IN)