Interiorização das franquias

Interiorização das franquias (Foto: Divulgação) Interiorização das franquias

Há alguns anos, o assunto da vez no setor de franquias era a internacionalização das redes. Hoje, a lógica se invertou. O foco está nas promissoras cidades do interior, que reunem pessoas ávidas por consumirem produtos e serviços com a chancela de grandes marcas nacionais.

O movimento está apenas começando, mas já demonstra seu potencial. Atualmente, segundo dados da ABF - Associação Brasileira de Franchising, quase 60% das franquias estão localizadas na região Sudeste, o que evidencia o quanto o segmento ainda está centralizado. Contudo, desde 2015, o número de redes funcionando em cidades com menos de 500 mil habitantes vem aumentando consideravelmente.

Em 2014, 43,6% das franquias estavam localizadas em cidades com menos de 500 mil habitantes, número que passou para 44,4%, em 2015, e 48,2%, no ano passado. Ou seja, as franquias em cidades menores já são quase a metade do total. Cidades com população entre 100 e 200 mil habitantes, representavam em 2014, 9,2%. Esse percentual subiu para 9,5%, em 2015, e 10,5%, em 2016. respectivamente.

Boa parte desses resultados é advindo do projeto Franquias Brasil, realizado pelo Sebrae em parceria com a ABF, que tem justamente o objetivo de incentivar a interiorização e a descentralização do sistema de franchising pelo país. Em dois anos, mais de 25 mil potenciais franqueados foram capacitados em todo o Brasil. Mais de 10 mil participaram do curso Entendendo o Franchising, realizado em 170 municípios.

Antenada a isso, a Global Study, rede de franquias que preza pela democratização do acesso ao intercâmbio, lançou recentemente um novo modelo de negócio focado justamente nas cidades pequenas. A Global Study City visa atingir cidades com até 300 mil habitantes e tem um investimento total cerca de 50% menor que o modelo tradicional, algo em torno de R$ 60 mil. O retorno do investimento está estimado num prazo de 12 a 18 meses.

As vantagens são muitas. Para o franqueado, trata-se de um custo fixo menor, devido a uma área de atuação mais restrita e focada em sua região. Para o cliente, a vantagem é ter uma agência por perto, com várias opções de programas de intercâmbio especiais para a cidade atendida. O negócio tem um tamanho compatível com a cidade e pode oferecer um serviço mais customizado.

Ao longo de 10 anos de atuação, nossa experiência mostrou que quanto mais personalizado e diferenciado for um atendimento, maiores as chances de convertermos um cliente. Sendo assim, resolvemos adaptar nosso modelo de negócios para levar essa expertise também às cidades de menor porte, proporcionando uma venda mais exclusiva.

O modelo foi apresentado em junho, na feira da ABF, e já despertou interessados por várias regiões do Brasil. Ao que tudo indica, esse tende a ser um novo nicho a ser explorado não apenas pela nossa marca, como por muitas outras redes de franquia que devem direcionar esforços para conquistar cidades do interior. A nossa expectativa é lançar oito unidades City até março de 2018. As primeiras impressões demonstram que tomamos uma decisão acertada.

As cidades do interior possuem grande potencial de consumo e muitas vezes contam apenas com opções de comércios e serviços locais, que normalmente passam de pai para filho. Levar a padronização do sistema de franquias para essas regiões é um desafio que vem sendo encarado com prioridade por muitas redes. A nossa é uma delas.

Por Flávio Imamura, sócio fundador da franquia Global Study, franquia de intercâmbio.