Como investir o 13º salário e Participação dos Lucros da melhor maneira possível

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Como investir o 13º salário e Participação dos Lucros da melhor maneira possível Foto: Divulgação Como investir o 13º salário e Participação dos Lucros da melhor maneira possível

Contas em dia e você não sabe como fazer o dinheiro do 13º salário e a PL (Participação dos Lucros) render ainda mais dinheiro? Tesouro Direto, Crédito Privado e Bolsa de Valores estão entre as opções mais acessíveis.

Essa é, tradicionalmente, a época de renovar os planos e planejamentos para os próximos 365 dias que estão por vir com o novo ano. Para alguns, momento de ter lápis, caneta, papel e calculadora em mãos para organizar o pagamento das contas que estão por vir, ou, que ficaram pendentes.

Para aqueles que não tem essa preocupação, paira a dúvida: como fazer o dinheiro do 13º salário e Participação de Lucros (PL) render mais?

Investimento é a resposta! Porém, para não cair em armadilhas, como a velha Caderneta de Poupança, é preciso fazer um planejamento e para isso, a ajuda de um assessor de investimentos é ponto fundamental.

POUPANÇA, UMA PÉSSIMA IDEIA!

A Caderneta de Poupança é o primeiro investimento que vem à cabeça do "conservador" que pensa em aplicar o seu dinheiro. Isso pela segurança e facilidade em abrir uma conta num banco. Mas saiba: tais "vantagens" não são exclusivas da Poupança. Existem outros investimentos que também são seguros e simples de serem realizados.

A Poupança rende cerca de 4,5% ao ano. Um valor muito abaixo de outros investimentos, seja ele na Renda Fixa ou na Renda Variável.

Para se ter uma ideia, a Poupança tem rendimento menor do que a inflação. Na prática, isso quer dizer que ao deixar o seu dinheiro na Caderneta de Poupança por algum tempo, no momento da retirada, ele terá perdido poder de compra, porque não acompanhou o mesmo ritmo dos preços do mercado.

INVESTIMENTOS QUE VALEM A PENA

RENDA FIXA

Começamos pelo Tesouro Direto. Esse investimento funciona como se fosse um empréstimo para o Governo Federal, que usa o dinheiro para melhorar a infraestrutura do país. O Tesouro Direto faz parte dos investimentos de Renda Fixa, isso quer dizer que ao aplicar seu dinheiro nessa opção, você consegue saber antecipadamente quanto vai receber de volta quando acabar o investimento.

Podemos dizer que o Tesouro Direto é um investimento conservador, que tem o menor risco de crédito dentro do mercado financeiro. Dentre as vantagens, está a liquidez diária dos ativos e o investimento a partir de R$ 30.

Existem três tipos diferentes de títulos, que devem ser escolhidos de acordo com o perfil de cada investidor:

- Tesouro Selic (indexado à taxa básica de juros)
- Tesouro Prefixado (Prefixado com diferentes prazos de vencimento)
- Tesouro IPCA+ (Atrelado ao IPCA, índice oficial que mede a inflação no país)

Ainda no segmento de Renda Fixa - indicado para os investidores mais conservadores - podemos destacar outros investimentos que garantem maior rentabilidade do que a Poupança. Tais como: CDB (Certificados de Depósito Bancário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio, LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LC (Letra de Câmbio) e Debêntures.

"Hoje, com o juro baixo, os investimentos mais interessantes estão na prateleira do crédito privado e nos fundos imobiliários. Os créditos privados mais interessantes são as Debêntures, os CRIs e os CRAs. Por quê? Como o juro está baixo, e a expectativa do mercado para o juro também está baixa, isso faz com que os ativos atrelados ao CDI, como CDB, LCI, LCA, apresentem rentabilidade muito baixa, além disso, esses investimentos possuem necessidade de declaração de Imposto de Renda.

Os títulos públicos também têm rentabilidade atrelada à inflação, que é o IPCA, porém, se compararmos um título público com uma debênture, o título público vai render IPCA+4.5, e ainda tem que descontar o Imposto de Renda. Sendo assim, veja como a debênture está rendendo muito mais. Comparando um CRI com uma LCI, por exemplo, o CRI tem rentabilidade de CDI+1, que significa uma rentabilidade de 7,4% ao ano, isento de Imposto de Renda.

A LCI também é isenta de Imposto de Renda, porém, ela vai render aproximadamente 90% ou 92% do CDI, ou seja, uma rentabilidade, mais ou menos, de 6,1% ao ano.

Um outro investimento bem interessante é o fundo imobiliário de recebíveis. Esse fundo, investe em diversos CRIs do mercado financeiro. São CRIs disponíveis apenas para investidores profissionais, porém, quem investe através do fundo consegue ter acesso a essas aplicações, e a rentabilidade fica em torno de 0,75% ao mês, isento de Imposto de Renda.

Para quem quer investir e ganhar um pouco a mais do que o CDI, tem que ir para o crédito privado ou fundo imobiliário de recebíveis que vai ter rentabilidade bem acima do mercado", comenta Valter Manfro, assessor de investimentos.

BOLSA DE VALORES

Investir na Bolsa de Valores também faz o dinheiro render. E, diferente do que muitas pessoas pensam, para fazer tal aplicação, não é preciso percorrer um caminho complicado e cheio de riscos.

É possível, sim, investir em ações de uma forma simples e sem abrir mão totalmente da segurança.

Investir em ações na Bolsa de Valores, ultimamente, se tornou uma opção interessante para quem deseja alcançar sonhos maiores e conseguir melhores rendimentos. Acompanhando o movimento do mercado, é possível comprar ou vender ações de empresas presentes na Bolsa de Valores e colher o fruto dessas transações.

"O investidor pode comprar a partir de uma ação, no mercado fracionário, que custa, em média, R$ 22. Quem quiser comprar da forma integral, ou seja, lotes de 100 ações, vai gastar na faixa de R$ 2.220. É um investimento bem acessível, uma excelente oportunidade para quem quer estar em Renda Variável", explica o assessor de investimento da EuQueroInvestir, Alexandre Furghestti.

Analistas estimam que 2019 tem tudo para ser um bom ano para a Bolsa de Valores.

(Redação - Investimentos e Notícias)