Sindicalistas se mobilizam contra a reforma da Previdência

Sindicalistas se mobilizam contra a reforma da Previdência Foto: Divulgação

A proposta de reforma da Previdência promovida pelo presidente Michel Temer (PMDB), e em discussão na Câmara Federal, tem mobilizado sindicalistas da região metropolitana de São Paulo, em especial da região de Osasco. Para entender melhor os pontos polêmicos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, sindicalistas de diversas categorias realizaram uma série de debates com especialistas, entre eles o deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP).

 

Nessa sexta-feira, 17, os debates terão sequência. Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Jorge Nazareno, debatem com o deputado Valmir Prascidelli, a proposta de Reforma Trabalhista, no Sindicato dos Bancários de Osasco.

A regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), trouxe a Osasco o ex-ministro da Previdência do governo Dilma, Carlos Gabas, na sexta-feira, 10. O ex-ministro afirmou que a Previdência no Brasil “não está quebrada” e pediu que os trabalhadores se mobilizem contra essa redução de direitos.

“Não é verdade que é a Previdência está quebrada. É só cobrar os 500 bilhões de dívidas que diversas empresas têm com o Instituto”, revelou. “Ela (a Previdência) precisa de uma revisão. Ela não é estática. Com os anos ela precisa ser adequar à realidade do país. Mas não do jeito que Temer pretende fazer, penalizando o trabalhador com medidas severas com a perda de direitos apenas para beneficiar o capital financeiro”, disse Gabas.

Outros trabalhadores que debateram a reforma foram os servidores públicos. O SINTRANSP (Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos de Osasco e Região) realizaram em sua sede, na segunda, 13, reunião com a presença de diversos representantes sindicais pertencentes a região metropolitana e membros da FESSPMESP (Federação dos Servidores), da CSPM (Confederação dos Servidores) e da Pública - Central do Servidor, para avaliar como a reforma deverá afetar a categoria.

Para o presidente da entidade Antônio Rodrigues dos Santos (Toninho do CAPS), conhecer a proposta de Temer, debater e criar estratégias para impedir que votação avance é fundamental. “Sabemos que os servidores podem protagonizar, por meio de uma forte pressão aos parlamentares, um rumo diferente para a história do país dizendo não à PEC 287”, destacou.

Para o deputado federal Valmir Prascidelli, é fundamental a mobilização dos sindicalistas em suas bases para que o trabalhador possa ter o máximo de informação possível para barrar a reforma.

“E é preciso interromper a falácia do governo de que a previdência está quebrada, argumento usado para justificar a reforma. A população necessita saber realmente o que está acontecendo. É necessário e urgente ampliar o diálogo com o trabalhador para esclarecer como as mudanças na Previdência serão danosas para o futuro dele.”, conclamou. “Vamos dizer ao trabalhador que, caso não se mobilize e impeça esse retrocesso social, ele vai trabalhar até morrer, sem direito a se aposentar”.

(Redação - Agência IN)