Tesouro é boa opção de investimento para 2017

Tesouro é boa opção de investimento para 2017 Foto: Divulgação Tesouro é boa opção de investimento para 2017

Entenda porque a modalidade ainda é boa opção, apesar da tendência da Selic em abaixar

Quem acompanha minimamente o caminhar da economia brasileira sabe que a taxa básica de juros (Selic) está em 13,75% ao ano. O Boletim Focus do Banco Central já sinalizou que a expectativa é que os juros cheguem a 10,50% ao ano em 2017.

Apesar da expectativa de queda da Selic, as aplicações de renda fixa, que possuem sua forma de remuneração definida no momento do aporte, seguem sendo boas oportunidades, mesmo diante da expectativa de queda. É o que acredita o educador financeiro, com MBA pelo Ibmec, e idealizador do blog Quero Ficar Rico, Rafael Seabra. “Os juros brasileiros ainda continuam absurdos, em relação ao resto do mundo. Enquanto essa for nossa realidade, renda fixa, em especial o Tesouro Direto segue sendo boa opção para quem quer investir”.

Para começar, Seabra afirma que é importante desmistificar a ideia de que investimento é coisa para quem tem muito dinheiro. Qualquer pessoa com inscrita no CPF e titular de conta corrente em alguma instituição financeira pode comprar títulos do tesouro direto, que podem ser adquiridos a partir de R$ 30,00.

“O investimento em títulos públicos é bastante simples, mas requer alguns cuidados. O principal deles é adequar a escolha do título ao prazo do seu objetivo financeiro”, explica Seabra. Assim, se o objetivo é investir para a compra de um imóvel daqui cinco anos, não faz sentido escolher um título que só vai vencer daqui a 20 anos. Da mesma forma, se você pensa em investir com foco na aposentadoria, não precisa comprar um título com data de vencimento inferior a três anos, por exemplo. “O ideal é comprar o título é mantê-lo até o vencimento, mesmo sendo possível vendê-lo a qualquer momento”, alerta o consultor.

Definido o objetivo e tendo pesquisado os títulos disponíveis no site do Tesouro Direto, Seabra recomenda que o investidor cadastre-se em uma corretora que pode ser do próprio banco, ou uma corretora independente. “A vantagem em optar por uma grande corretora independente é que as taxas cobradas são bem inferiores, chegando em alguns casos a ser cinco vezes menores que as oferecidas pelos bancos. Além disso, após transferir o dinheiro e comprar seus títulos, o investimento passa a ser custodiado pela BM&FBovespa, de modo que mesmo que a corretora venha a quebrar, seu investimento estará 100% protegido”.

Para escolher o título do tesouro que melhor contemple as necessidades de investimento, o educador orienta, em primeiro lugar, adequar o prazo objetivo ao prazo de vencimento do título. Feito isso, “para investimentos de curto prazo, títulos prefixados ou indexados à taxa Selic são boas opções. Para o longo prazo, títulos indexados ao IPCA são mais vantajosos, por proteger seu investimento da inflação”, explica. Caso o investidor não tenha certeza se poderá manter seu investimento até o vencimento do título, a melhor opção é o Tesouro Selic (título indexado à taxa Selic)”, orienta Seabra.

Vale ressaltar que os títulos prefixados são os mais indicados porque eles não acompanham a flutuação da taxa ou a inflação. Pelo contrário, os títulos são atrelados à taxa determinada antes da aplicação e possuem relação inversa entre o preço do título e a taxa de juro. Ou seja, se a Selic cai, o preço dos prefixados sobe. “Lembre-se de que é preciso respeitar os prazos dos títulos. Se houver retirada antes do prazo, a rentabilidade varia”, alerta Rafael.

(Redação - Agência IN)