Corte não sinaliza nível final da Selic, aponta Santander

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou há pouco corte de 1 ponto percentual (p.p.) na taxa básica de juros, a Selic, de 10,25% para 9,25% ao ano. Para o economista do Santander Luciano Sobral, o comunicado divulgado logo após a decisão demonstra que as condições macroeconômicas não foram essencialmente alteradas nas últimas semanas. 'O Copom sinalizou que pode manter o ritmo de cortes de juros em 1 pp por reunião, a depender da evolução das variáveis econômicas até lá.' Na visão do economista, o comunicado não trouxe sinalização adicional sobre qual será o nível final da taxa Selic após o ciclo de afrouxamento monetário. Ainda assim, mostrou que, no cenário precificado pelo mercado (Selic a 8% no final de 2017 até o final de 2018), a inflação estimada segue abaixo do centro da meta.

 

Redução das incertezas abre espaço para queda da Selic, diz FecomercioSP

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Banco Central acertou ao reduzir a taxa Selic em 1 ponto porcentual (p.p.), passando de 10,25% para 9,25% ao ano. O ritmo de queda se manteve o mesmo das três últimas reuniões (1 p.p.) e trouxe, conforme projeção da Entidade, a Selic para um dígito logo no início do segundo semestre. Essa redução, segundo a Federação, é efeito da melhoria gradativa do ambiente político, mas sobretudo da deflação de junho, que deve ser seguida por novos indicadores inflacionários muito baixos em julho e agosto.

 

Banco Central acerta em manter ritmo de redução da Selic, avalia SPC Brasil

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) considera positivo para a economia a decisão anunciada na noite desta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter o ritmo de redução da taxa básica de juros (Selic) em 1,0 ponto percentual. Agora em 9,25% ao ano, é a primeira vez que a Selic fica em um dígito desde o final de 2013.

 

"O Banco Central está com a preocupação errada", diz Skaf

Com queda de apenas 1 ponto porcentual na taxa, não há dúvida de que o Banco Central está reduzindo a Selic muito mais devagar do que poderia. Afinal, a inflação está em queda e, hoje, a projeção do mercado é de que encerre 2017 em 3,3%, mais do que 1 ponto percentual abaixo da meta de 4,5%. Além disso, a retomada do crescimento é fraca -segundo o boletim Focus, do próprio BC, o PIB deve crescer apenas 0,33% este ano-, e o emprego não está reagindo. Continuamos com 14 milhões de desempregados.

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