Socopa altera carteira recomendada semanal

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Socopa altera carteira recomendada semanal (Foto:Divulgação) Socopa altera carteira recomendada semanal

A Socopa anunciou que é quase consenso entre analistas que parte significativa da atual crise econômica no Brasil é resultado de um processo de deterioração fiscal ocorrido nos últimos anos. Daí a razão pela qual a solução da crise fiscal é uma condição necessária para a economia voltar a crescer.

Na avaliação do FMI, “as dívidas pública e privada no Brasil aumentaram desde o meio dos anos 2000, alimentadas por uma explosão do crédito e por uma política fiscal pró-cíclica”. Com isso, considerando a trajetória da dívida pública brasileira, o FMI projeta que o indicador de dívida bruta saltará de 78,3% do PIB em 2016 para 93,6% em 2021.

Para a Socopa tentar contornar essa tendência preocupante da dívida pública será preciso endereçar diversas medidas de ajuste fiscal, as quais começam a entrar na pauta de votação da Câmara esta semana. Nesta segunda-feira, por exemplo, o plenário da Câmara vota a PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos. A expectativa do Planalto, conforme notícias veiculadas na mídia, é que serão obtidos 350 votos favoráveis.

Se confirmado o resultado da votação da PEC 241, bem como de algumas outras medidas de ajuste fiscal, como a lei da repatriação, é esperado fortalecimento da credibilidade do arcabouço da política macroeconômica, ampliação da confiança na economia e volta do crescimento econômico - o que tende a continuar favorecendo os mercados de risco doméstico, principalmente a renda variável.

Na avaliação da Socopa, depois de romper os 61 mil pontos na semana passada, contabilizando ganho de 4,7% em outubro, o Ibovespa deve continuar em trajetória de alta no curto prazo.

Esta semana a Socopa decidiu trocar a posição de Ultrapar ON (UGPA3) por Petrobras PN (PETR4). Na visão, embora a Petrobras venha enfrentando endividamento elevado, preços do petróleo em níveis historicamente baixo, incertezas regulatórias e dificuldades para gerar caixa, o management da companhia tem endereçado diversas medidas com o objetivo de restaurar a confiança dos investidores no case e desalavancar a companhia, fortalecendo sua situação financeira. Entre estas medidas, vale destacar o programa de desinvestimentos da empresa, o qual contempla a venda da BR Distribuidora, operação que poderá adicionar cerca de R$ 12 bilhões para o caixa da Petrobrás. Mesmo após forte alta do papel este ano, de 128%, preço-alvo da ação indica potencial de upside de 18% até o final do ano.

(Redação – Agência IN)