Resultado de julho da poupança não indica tendência de melhora, aponta ANEFAC

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Resultado de julho da poupança não indica tendência de melhora, aponta ANEFAC Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou os resultados da caderneta de poupança referente a julho de 2016, que apresentam nova redução no volume dos depósitos. Esta é a sétima redução consecutiva (todos os meses do ano tiveram resultado negativo), bem como no saldo líquido negativo onde as retiradas foram maiores do que a captação (depósitos) no volume de R$ 1,1 bilhões.

Com isso, no ano de 2016 até julho o volume total apresenta uma retirada líquida da ordem de R$ 43,7 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido em julho de 2016 um volume total de R$ 641,3 bilhões contra um volume de R$ 638,2 bilhões em junho de 2016 e de R$ 656,5 bilhões em dezembro de 2015, aqui já considerado os rendimentos no período.

Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da ANEFAC - Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade - este resultado pode ser atribuído aos fatores listados abaixo:

1) com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos como fundo de renda fixa, CDB's, tesouro direto, etc, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Com isso, os investidores têm retirado suas aplicações da caderneta de poupança migrando estes investimentos para este tipo de investimento que apresenta uma rentabilidade superior. Em julho de 2016 os Fundos de Renda Fixa apresentaram uma rentabilidade bruta de 1,11% contra uma rentabilidade de 0,66% da Caderneta de Poupança. Em doze meses os Fundos de Renda Fixa tiveram uma rentabilidade bruta de 14,01% contra uma rentabilidade de 8,32% da Caderneta de Poupança

2) retração da nossa economia com inflação elevada, juros elevados, aumento de encargos e impostos, o que reduz a renda das famílias, dificultando seu orçamento. Agregado a isto o crescimento nos índices de desemprego acabam acarretando dois fatores:

a) menos recursos sobram mensalmente das famílias para pouparem;

b) famílias sendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.

Para Miguel as tendências para os próximos meses são: 'Como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2016 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da SELIC elevada que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, etç) a tendência, para os próximos meses, é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue agravado ainda mais em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de desemprego e de inadimplência'.

(Redação - Agência IN)

Última modificação emSexta, 05 Agosto 2016 13:28