Reforma da Previdência no Brasil e renúncia do primeiro-ministro italiano são destaques da semana

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Reforma da Previdência no Brasil e renúncia do primeiro-ministro italiano são destaques da semana Foto: Divulgação Reforma da Previdência no Brasil e renúncia do primeiro-ministro italiano são destaques da semana

Cena política no Brasil teve grandes repercussões na última semana com a apresentação da Reforma da Previdência e o entrave entre Renan Calheiros e o STF. No âmbito externo, o referendo italiano e a renúncia do primeiro-ministro do país também tiveram grande relevância nos últimos dias.

BRASIL
Mercado doméstico
Para a economia, o Banco Central do Brasil sinalizou a perspectiva de corte maior na taxa básica de juros a partir de janeiro do próximo ano. Nos últimos dias, também ganhou destaque a proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo. A mudança já era esperada pelo mercado e propôs a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. Sobre o tempo de contribuição, o texto prevê o mínimo de 25 anos para a aposentadoria e 49 anos para a obtenção da aposentadoria integral. Os militares não foram incluídos neste regime, pois as alterações serão propostas a eles em separado.

Cenário Político 
No âmbito político, uma crise institucional se instalou no país devido ao embate entre o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, e o Supremo Tribunal Federal (STF). Calheiros teve seu afastamento definido por liminar expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, já que não poderia fazer parte da linha sucessória da presidência por ser réu. O presidente do Senado se recusou a acatar a decisão. Na mesma semana, o STF se reuniu e decidiu que Renan pode permanecer como presidente da casa, mas não deve ser considerado para a linha de sucessão da presidência. Para os próximos dias, as atenções devem se voltar para a votação em segundo turno da PEC dos Gastos Públicos, marcada para a terça-feira (13 de dezembro).

Cenário Corporativo
A Petrobras (PETR4) reajustou o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) destinado aos grandes consumidores e elevou o preço do diesel e da gasolina, o que já era esperado diante da alta das cotações internacionais do petróleo. A Ambev (ABEV3), por sua vez, ampliou em 20% seu programa de compartilhamento de frota. Além disso, a empresa deve pagar aos acionistas juros sobre capital próprio de R$ 3,5 bilhões a partir de 29 de dezembro, com base na posição acionária de 21 de dezembro. A JBS (JBSS3) protocolou o pedido de registro de sua subsidiária JBS Foods International B.V. para abertura de capital na Bolsa de Valores de New York, nos Estados Unidos.

MUNDO 
EUA
O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços dos Estados Unidos baixou para 54,6 em novembro ante os 54,8 de outubro. O déficit na balança comercial do país avançou para US$ 42,60 bilhões em outubro. As encomendas à indústria, na comparação com o mês de setembro, tiveram crescimento de 2,7% em outubro. O índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan, subiu para 98,0 na leitura prévia de dezembro. No final de novembro o resultado do índice era de 93,8.

Europa
Os italianos rejeitaram nas urnas a proposta do primeiro-ministro Matteo Renzi para alterar 43 artigos da Constituição do país. Diante desta conjuntura, Renzi acabou manifestando sua renúncia. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu prolongar o prazo de seu programa de compra de ativos, mas a um volume menor que o atual no período estendido. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre anterior.

Ásia
O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da China subiu para 53,1 em novembro, atingindo o maior nível em 16 meses. As exportações chinesas subiram 0,1% no mês passado, no comparativo anual, após queda de 7,3% em outubro. O índice de preços ao consumidor (CPI) da China avançou 2,3% em novembro.

O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços do Japão subiu a 51,8 em novembro, chegando ao maior patamar verificado em dez meses. O PIB do Japão cresceu num ritmo anualizado de 1,3% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior. No Coreia do Sul, o Parlamento votou pelo impeachment da presidente Park Geun-hye, após meses de polêmica provocada por acusações de influência externa em seu governo.

(Redação - Agência IN)