Reforma da Previdência e produção industrial em SP são destaques da última semana

Destaque Reforma da Previdência e produção industrial em SP são destaques da última semana Foto: Divulgação Reforma da Previdência e produção industrial em SP são destaques da última semana

As discussões sobre a votação da Reforma da Previdência no Brasil voltaram à pauta. Nos Estados Unidos, o adiamento da reforma tributária para 2019 foi o assunto mais acompanhado pelos agentes financeiros.

BRASIL
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a inflação encerrará o ano de 2017 dentro da meta estipulada, próximo do patamar de 3% ao ano. No cumulativo dos últimos 12 meses, o IPCA subiu de 2,54% em setembro para 2,70% em outubro. Nesse sentido, abre-se espaço para novo corte na Selic, a taxa básica de juros da economia. 

A produção industrial de São Paulo cresceu 3,2% no terceiro trimestre, na comparação aos três meses anteriores. Segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o desempenho foi três vezes maior do que a média verificada em âmbito nacional.

O governo publicou a modelagem de privatização das seis distribuidoras da Eletrobras localizadas no Norte e Nordeste. A ideia inicial é que as empresas sejam vendidas pelo valor simbólico de R$ 50 mil cada, além do compromisso de aportes imediatos pelos compradores de R$ 2,4 bilhões.

O modelo da venda prevê que os vencedores, além de realizar o aporte, também abram mão do adicional tarifário transitório. Além disso, para tornar o negócio viável, a Eletrobras (ELET6) precisará assumir R$ 11,2 bilhões de dívidas das distribuidoras. 

A reforma da Previdência voltou a ganhar evidência após Michel Temer afirmar que o texto proposto poderia “não ser aprovado em todo o conjunto”. Depois dessa fala, houve grande mobilização para desenhar um texto que tenha mais chances de ser aprovado até o final do ano. Arthur Maia, relator da reforma na Câmara do Deputados, demonstrou expectativa de votar o texto, mesmo que mais enxuto, até 15 de dezembro deste ano. 

Cenário corporativo
Dando continuidade à temporada de balanços, a última semana foi agitada com mais de 90 companhias divulgando seus números. Entre elas, Guararapes (GUAR3), MRV (MRVE3), Azul (AZUL4), Carrefour (CRFB3), BB Seguridade (BBSE3) e Banco do Brasil (BBAS3) foram os destaques. 

Os acionistas da Suzano (SUZB5) exerceram o direito de recesso em relação à conversão de ações preferenciais em ordinárias, na proporção de um para um. Dessa forma, ocorreu na sexta-feira (10/11) a conversão de PNs em ONs, iniciando os negócios das ações no segmento de listagem do Novo Mercado da B3. Foi operacionalizada a conversão de cada ação preferencial de classe A ou B em uma ação ordinária. 

A privatização da Eletrobras (ELET6) fez com que a empresa ficasse no radar dos investidores, inclusive as discussões em relação aos prazos para o processo continuam refletindo no preço das ações. Na última terça-feira (07/11), foram publicados os termos da privatização das suas distribuidoras no Diário Oficial da União. 

Na terça-feira, 07 de novembro, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) retomou o julgamento de uma cobrança bilionária da Receita Federal contra o banco Santander (SANB11), que teve início em 2013. A autuação é de cerca de R$ 9 bilhões, sendo que este valor não foi provisionado pela companhia. 

A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating corporativo em escala nacional da BRMalls (BRML3), passando de “Aa2.br” para “Aa1.br” e afirmou a nota em escala global em “Ba2”, sendo que a perspectiva dos ratings permanece negativa. 

No setor de educação, o destaque ficou por conta da reação à aprovação pelo Senado da medida provisória que reformula o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), sem alterações em relação ao texto que já havia recebido aval na Câmara dos Deputados.

MUNDO
EUA
Na última semana, ganhou destaque a possibilidade de adiamento da reforma tributária nos EUA para 2019. A Câmara dos Deputados e o Senado norte-americano têm discordado em relação à proposta fiscal.

O texto dos senadores prevê a manutenção da alíquota superior da taxa de imposto de renda individual em 38,5% e preservar a estrutura de sete faixas de cobranças. Por outro lado, a proposta dos deputados estabelece uma taxa máxima de 39,6% e uma estrutura de quatro faixas. 

Do lado econômico, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego chegaram a 239 mil, contra a expectativa de 230 mil. O índice de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, por outro lado, caiu para 97,8 na leitura preliminar de novembro, ante 100,7 em outubro. Enquanto isso, os estoques no atacado no país cresceram 0,3% em setembro, confirmando as expectativas do mercado.

EUROPA
O índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro cresceu 0,6% em setembro, na comparação com o mês anterior, e 2,9% na comparação com setembro de 2016. As vendas do varejo na região, por sua vez, expandiram 0,7% em setembro e 3,7% ao ano. Os números sugerem que os gastos dos consumidores deram suporte ao ritmo de crescimento para a economia no terceiro trimestre. 

As projeções econômicas para a zona do euro foram elevadas. Há grande expectativa da União Europeia de que haja expansão mais forte ainda em 2017, incentivada em especial pelo consumo privado e pela recuperação global. A estimativa é de que os 19 países que integram o bloco monetário apresentem crescimento do Produto Interno Bruto em cerca de 2,2% neste ano.

ÁSIA
A China anunciou a flexibilização para a presença de investidores estrangeiros nos negócios do país. Com a retirada das restrições da participação de estrangeiros em bancos e gestoras de títulos, será permitido que esse grupo tenha participação majoritária em negócios realizados em solo chinês.

Em outubro, a inflação na China cresceu e alcançou o maior nível registrado nos últimos nove meses. O índice de preços ao consumidor (CPI) aumentou 1,9% em outubro em relação ao mesmo mês do ano anterior na comparação com um ganho de 1,6% em setembro. Os preços do segmento “alimentos” caíram 0,4% no mês analisado e os preços não alimentares cresceram 2,4%.

(Redação - Investimentos e Notícias)