Queda da Selic e dinheiro de Geddel marcaram a última semana

Queda da Selic e dinheiro de Geddel marcaram a última semana Foto: Divulgação Queda da Selic e dinheiro de Geddel marcaram a última semana

O principal destaque da semana foi a redução da taxa de juros em 1 ponto percentual levando a taxa de juros ao patamar de 8,25%. Com relação ao cenário político, fica o destaque para a prisão do ex-ministro Geddel Vieira (PMDB) após a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em seu apartamento.

BRASIL
Conforme a expectativa do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu reduzir em 1 p.p. a taxa de juros básica da economia. Dessa forma, a taxa Selic saiu de 9,25% para 8,25% ao ano. A trajetória de queda de juros deve continuar e o mercado financeiro espera que a Selic encerre 2017 em 7,25%. 

Diante da queda da Selic, haverá alteração nas regras de remuneração da poupança. A taxa de juros igual ou menor a 8,50% faz com que a correção da poupança se limite em 70% da taxa definida pelo Copom.

O IPCA desacelerou para 0,19% em agosto, de 0,24% em julho. Além disso, no acumulado em 12 meses, o índice apresentou seu 12º recuo consecutivo ao acumular 2,16% até agosto, abaixo dos 2,71% do mês anterior. 

Cenário Político
Geddel Vieira (PMDB), que ocupou a Secretaria de Governo no início do mandato de Michel Temer, foi alvo de operação da Polícia Federal na última semana. Oito caixas de papelão e sete malas com dólares e reais, que somavam R$ 51 milhões, foram encontradas em um apartamento que seria utilizado pelo ex-ministro. Diante desse fato, o ex-ministro do PMDB foi preso em Salvador em mais uma fase da Operação Cui Bono, um dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

A polícia federal também deflagrou nesta semana a operação Unfair Play, que investiga um esquema de compra de votos para que a cidade do Rio de Janeiro se tornasse sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi um dos alvos da operação. 

O ex-ministro Antonio Palocci incriminou o ex-presidente Lula em ação sobre propinas da Odebrecht. Ele confessou ter praticado crimes na Petrobras, com desvio de R$ 300 milhões para esquemas do PT.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou na última quarta-feira uma nova denúncia contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e o ex-ministro Aloizio Mercadante, desta vez por obstrução de justiça. 

A investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre as delações premiadas dos executivos da JBS (JBSS3) pode fortalecer Michel Temer contra uma eventual denúncia, já que coloca em xeque a credibilidade das provas usadas contra o presidente. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo da conversa gravada entre os delatores da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud.

Cenário Corporativo
Os acionistas da rede de lojas Magazine Luiza (MGLU3) aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a proposta de desdobramento de ações de emissão da companhia na proporção de uma ação ordinária para cada oito. Não houve alterações no capital social da empresa. 

A J&F, holding que controla os negócios da JBS (JBSS3), anunciou a venda da Eldorado Celulose para a Paper Excellence por R$ 15 bilhões, marcando a entrada da companhia estrangeira no mercado brasileiro. As preocupações em torno da possibilidade de rescisão do acordo de delação premiada dos executivos da J&F geram especulações sobre os contratos de venda das suas subsidiárias, dado que esses documentos estão condicionados à assinatura dos acordos com as autoridades.

A Moody’s elevou o rating da Vale (VALE3) de Ba2 para Ba1 e alterou a perspectiva de positiva para estável, refletindo o fortalecimento do perfil de crédito da companhia. A Sabesp (SBSP3), por sua vez, informou que aprovou, através de sua Assembleia Legislativa, um projeto de lei que permite a criação de uma nova empresa para exercer o controle sobre a estatal, buscando mais investimentos da iniciativa privada.

MUNDO
EUA
Segundo o Livro Bege, relatório que aborda as condições da economia norte-americana e serve de base para as decisões da política monetária dos EUA, a economia do país se expandiu em ritmo moderado em todas as 12 regiões analisadas. O documento divulgado pelo Federal Reserve mostrou que a atividade econômica voltou a crescer, ainda que a alta do emprego tenha desacelerado em julho e agosto. 

Assim como nos relatórios anteriores, a alta dos preços permaneceu sob controle e o impacto do furacão Harvey veio sobretudo sobre a produção de petróleo e gás natural no Golfo do México, com uma queda de 20% na produção. 

O PMI composto dos EUA, que mede a atividade dos setores industrial e de serviços, subiu de 54,6 em julho para 55,3 em agosto. Já o PMI de serviços foi de 54,7 para 56,0, mostrando o impulso do crescimento em agosto. 

A Coreia do Norte realizou seu sexto maior teste nuclear e, em resposta, os EUA prometeram uma ofensiva militar esmagadora caso sofram “qualquer ameaça”.

EUROPA
As vendas no varejo da zona do euro caíram 0,3% em julho em relação a junho. Contudo, na comparação anual, as vendas no setor varejista subiram 2,6% em julho. Já o índice de gerentes de compras (PMI) da região ficou em 55,7 em agosto, inalterado ante julho.

O Produto Interno Bruto da região teve expansão de 2,3% na comparação anual. Já na comparação trimestral, o PIB cresceu 0,6% no trimestre até junho. O BCE decidiu, mais uma vez, manter as taxas de juros inalteradas, com a taxa de refinanciamento permanecendo na mínima histórica de 0% e a taxa de depósitos em -0,40%. 

ÁSIA
A China registrou superávit comercial de 286,5 bilhões de yuans no mês de agosto, queda em relação aos 321,2 bilhões de yuans apresentados em julho. As exportações cresceram 5,5% em dólares, enquanto as importações subiram 13,3%. O PMI do setor de serviços da China subiu para 52,7 em agosto, de 51,5 em julho. 

O PIB do Japão no 2º trimestre foi revisado de 4% para 2,5%, diante da fraqueza dos investimentos das empresas. Na comparação com os três primeiros meses, a estimativa passou de 1,0% para 0,6%.

(Redação - Agência IN)