Polêmica entre ministros no Brasil e ata do FED são destaques da última semana

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Polêmica entre ministros no Brasil e ata do FED são destaques da última semana Foto: Divulgação Polêmica entre ministros no Brasil e ata do FED são destaques da última semana

No cenário nacional, a votação do pacote anticorrupção na Câmara dos Deputados e a polêmica envolvendo ministros do governo Temer ganharam notoriedade. Internacionalmente, ata de reunião do FED chamou a atenção dos investidores.

BRASIL

Mercado doméstico
Na última semana, as atenções se voltaram para os resultados das contas externas do Banco Central. O rombo divulgado totalizou US$ 3,33 bilhões em outubro, ficando dentro do esperado pelo mercado. Os investimentos diretos na economia brasileira somaram US$ 8,4 bilhões no mesmo período e os investimentos estrangeiros chegaram a mais de US$ 54 bilhões. O número, contudo, apresentou recuo em relação ao mesmo período do ano passado.

Outra divulgação importante foi a intenção de consumo das famílias. O indicador avançou 0,5% em novembro, influenciado pela confiança no emprego atual. O IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, também subiu. Foram 0,26% de alta, ficando dentro das expectativas de mercado. Ainda em outubro, a arrecadação de impostos e contribuições federais bateu recorde com a receita da repatriação. A soma verificada fechou em R$ 45,06 bilhões.

Cenário Político
Na cena política, o maior destaque da semana foi a divulgação do impasse entre ministros do governo Temer. Segundo denúncia, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, teria pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar a construção de um empreendimento imobiliário no centro histórico de Salvador (BA). Calero ainda afirmou que o presidente Michel Temer também o teria procurado, afirmando que o embargo à obra estaria criando dificuldades operacionais no gabinete. Devido à polêmica, os dois ministros abriram mão dos cargos.

Na Câmara dos Deputados, a polêmica votação do pacote de medidas de combate à corrupção causou alvoroço. Entre os maiores pontos de conflito está a possibilidade de anistia ao caixa dois, o que poderia impactar diretamente os desdobramentos da Operação Lava Jato. 

Cenário corporativo
O anúncio do Banco do Brasil (BBAS3) sobre o fechamento de agências e estímulos a aposentadorias foi um dos destaques da semana. A proposta de enxugamento da estrutura organizacional estima uma economia anual de aproximadamente R$ 750 milhões.

A Petrobras (PETR4) finalizou a venda da sua participação na exploração do bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, para a Statoil Brasil Óleo e Gás. A Eletrobras, por sua vez, informou o recebimento de mais de R$ 936 milhões da União para aumento de capital. Por fim, a Oi anunciou que recentemente verificou cerca de seis grupos interessados nas operações da empresa.

MUNDO

EUA
Segundo ata do Federal Reserve, houve acordo entre os dirigentes de que o argumento para aumento nas taxas continuou a se fortalecer. No entanto, a maioria dos membros julgou necessário aguardar alguma evidência adicional de progresso. Poucos dirigentes se mostraram favoráveis a elevar os juros ainda no mês de novembro. Os membros do FED também concordaram que as condições do mercado de trabalho continuaram a melhorar entre uma reunião e outra, mas ficaram divididos em relação à inflação.

Europa
O índice de gerentes de compras composto da Zona do Euro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, chegou a 54,1 em novembro. Este é o maior nível averiguado nos últimos 11 meses. O PMI industrial do bloco subiu para 53,7 na prévia de novembro, já que em outubro eram 53,5. O nível registrado é o maior em 34 meses. A projeção do mercado estimava estabilidade do indicador, em um patamar de 53,5.

Ásia
Do outro lado do mundo, as exportações do Japão registraram a 13ª queda anual consecutiva em outubro. No mês passado, as exportações japonesas caíram 10,3% no comparativo com outubro de 2015. O nível verificado foi de 5,87 trilhões de ienes, sendo que a previsão do mercado era de redução de apenas 9,4%. Com isto, o Japão registrou superávit comercial de 496,2 bilhões de ienes em outubro.

Ainda em terras nipônicas, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,6% em outubro, em relação a setembro. No comparativo anual, o mês de outubro deste ano avançou 0,1% frente ao mesmo mês de 2015.

A Fitch reafirmou os ratings A+ de longo prazo da China, em moedas estrangeira e local, com perspectiva estável. Os ratings de bônus estrangeiros e locais da China, assim como o teto do país, também permaneceram em A+. Os ratings de curto prazo continuaram estáveis, em F1+.

(Redação - Agência IN)