Petrobras pressiona Ibovespa

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Petrobras pressiona Ibovespa    (Foto: Divulgação) Petrobras pressiona Ibovespa

Nesta sexta-feira, 20, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas pressionado pela desvalorização das ações da Petrobras. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,98%, aos 54.660 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.684 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, os ativos domésticos devem reagir negativamente ao desempenho favorável ao governo na última pesquisa Ibope, divulgada na manhã de ontem. Os ADR´s já sentiram o desânimo e caíram 0,81% em NY, liderados por Petrobras e setor bancário. Os setores de mineração e siderurgia podem ficar de fora dessa realização, uma vez que o minério mostrou recuperação ontem e hoje, retornando ao patamar de US$ 92,10. As bolsas estrangeiras não registraram grandes variações no dia de ontem e abrem sem tendência definida hoje, o que aumenta as chances de ajustes negativos por aqui, liderados pelo quadro eleitoral. Ao longo do dia, a agenda econômica é quase nula e tanto o volume quanto a volatilidade devem se esvaziar ao longo do dia, perdendo força a parte da tarde.   

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da MMX (ON) que avançavam 2,04% e a Ecorodovias (ON) que apresentavam alta de 0,84%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Telef Brasil (PN), que recuavam 3,24% e a Eletrobras (ON) que apresentavam revés de 3,01%.

Na véspera, o Ibope revelou que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, do PT, tem 39% das intenções de votos, em segundo lugar aparece Aécio Neves, do PSDB, com 20%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude - Consumidor apontou que maio registrou 171.325 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

No exterior, as bolsas apresentam movimentos opostos, refletindo a decisão do Fed, anunciada na última quarta-feira, afirmando que a taxa de juros seguirá em patamar baixo por um período prolongado e esperando uma taxa de longo prazo mais baixa. Além disso, a cautela ainda segue presente por conta dos conflitos existentes no Iraque, mesmo que as tensões possam estar recuando.

(MR – Agência IN)