Petrobras e Vale pressionam Ibovespa

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Petrobras e Vale pressionam Ibovespa Divulgação Petrobras e Vale pressionam Ibovespa

Nesta quinta-feira, 29, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas refletindo a desvalorização das ações da Petrobras e Vale. Além disso, dados norte-americanos contribuem para a queda da bolsa. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,15%, aos 52.559 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.611 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a decisão do Copom não surpreendeu, mantendo a Selic em 11% ao ano. O que surpreende é a possibilidade de que a Selic seja aumentada antes das eleições, possibilidade muito pouco provável até ontem. O Banco Central (BC) se mostra inseguro quanto ao balanço crescimento x inflação e deixa a porta aberta para continuar o ciclo de alta, caso a atividade não se mostre tão fraca ou a inflação não ceda tão facilmente. Com isso, o incentivo para busca por ativos de risco diminui. Essa incerteza não ajuda em nada os investidores em bolsa e pode tirar ainda mais a atratividade dos ativos locais no curto prazo. Mercados externos se mostram sem direção comum na abertura do dia enquanto se espera a divulgação dos indicadores americanos. Novo recorde no S&P 500 foi marcado ontem e existe o incomodo de que as bolsas por lá possam estar esperando motivos para realizar lucros, com influência negativa por aqui.   

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Rossi (ON) que avançavam 3,09% e a Cia Hering (ON) que apresentavam alta de 2,26%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da JBS (ON), que recuavam 1,52% e o Santander (UNT) que apresentavam revés de 1,31%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), um dos índices utilizados para reajustar os contratos de aluguel, registrou variação de -0,13%, em maio. Em abril, o índice variou 0,78%.

Por outro lado, o número de famílias endividadas aumentou em maio, atingindo 62,7% dos brasileiros, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga hoje. Apesar da alta, este número é inferior aos 64,3% registrados em maio do ano passado.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés. Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

No exterior, o departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou que a economia americana se contraiu mais que o previsto no primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) americano retrocedeu 1% em termos anuais no período janeiro-março.

Para finalizar, os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA caíram mais que o previsto na semana concluída em 24 de maio, segundo dados do departamento do Trabalho. Os novos pedidos ficaram em 300.000, segundo dados corrigidos de variações sazonais, o que implica uma queda de 27.000 em relação à semana anterior.

(MR – Agência IN)

Última modificação emQuinta, 29 Maio 2014 20:58