Número de investidores no Tesouro Direto aumenta: saiba como aplicar corretamente

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Número de investidores no Tesouro Direto aumenta: saiba como aplicar corretamente (Foto: Divulgação) Número de investidores no Tesouro Direto aumenta: saiba como aplicar corretamente

Com uma economia instável e juros e inflação em alta, a modalidade de investimento que vem ganhando força é a renda fixa. Somando isso às mudanças ocorridas no Tesouro Direto que facilitaram sua adesão, o resultado é um aumento de mais de 100 mil pessoas interessadas em aplicar seus recursos nessa modalidade, comparado a 2014.

Esse cenário faz com que as chances de que o número de investidores do Tesouro ultrapasse o da Bolsa de Valores. Mas é importante lembrar que, embora seja de fácil acesso pela Internet e tenha a segurança e a garantia do Tesouro Nacional, os Títulos Públicos, como também são conhecidos, se caracterizam como um dos melhores investimentos para médio e longo prazo (entre um e dez anos).

A modalidade funciona como se o investidor emprestasse dinheiro para o Governo Federal, e em troca, depois de um período recebesse o dinheiro de volta corrigido. Existem dois formatos: o Tesouro Prefixado, no qual o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento, e o Tesouro Selic, no qual a rentabilidade está associada a algum índice, como a taxa Selic ou o IPCA.

Em relação a essas diferenças, como são indexados a um índice, os títulos pós-fixados se favorecem em momentos em que a economia tem alta de juros, mas perdem rendimento em momentos de queda de juros. Já no caso dos pré-fixados, há a garantia do rendimento, independendo do momento que o país atravessa.

É importante frisar que, no investimento em títulos públicos, se tem pequenas perdas de rentabilidade, pois estão sujeitas a pagamento de duas taxas na aquisição: uma cobrada pela BM&FBovespa e outra cobrada pela instituição ou intermediário financeiro com quem operará. Mas, uma vez que o Governo é o credor, esse é um investimento considerado de baixo risco.

A primeira taxa é cobrada no valor de 0,3% ao ano, sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Já a taxa cobrada pela instituição financeira é livremente pactuada com o investidor, sendo que existe um ranking com as taxas cobradas por cada instituição no site www.tesouro.fazenda.gov.br.

Assim, como dito anteriormente esse é um investimento bastante interessante desde que seja dentro de um conceito de planejamento prévio, para a realização de objetivos de médio e longo prazo. Para definir se vai investir ou quanto irá investir, antes de tudo, é necessário fazer um diagnóstico da situação financeira, definir os objetivos e orçar, já destinando verbas para o Tesouro Direto, lembrando sempre de negociar as taxas.

Por Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP.