Lava Jato, FED e zona do euro são destaques da última semana

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Lava Jato, FED e zona do euro são destaques da última semana Foto: Divulgação Lava Jato, FED e zona do euro são destaques da última semana

No cenário nacional, o recuo da estimativa do PIB e do setor de serviços refletem os desafios econômicos que ainda perduram no país. Internacionalmente, o posicionamento de Janet Yellen, presidente do FED, após a eleição de Donald Trump e os avanços na zona do euro marcaram a última semana.

BRASIL

Mercados domésticos
Os indicadores inflacionários sinalizaram uma demanda mais fraca e o setor de serviços desacelerou com mais intensidade na última semana. O recuo esperado para este ano em relação ao PIB se aprofundou, saindo de -3,31% para -3,37%. O setor de Serviços que antes demonstrava certa resiliência à crise, passou a sentir mais os impactos da economia, especialmente devido ao aumento do desemprego e à piora no desempenho da atividade.

Cenário Político
Apesar de curta por causa do feriado de Proclamação da República, a semana foi intensa. A operação Lava Jato permanece avançando no cenário interno, com possíveis desdobramentos da delação premiada de executivos da Odebrecht sobre a cúpula do Governo de Michel Temer. Além disso, nos últimos dias o STF negou o pedido para que municípios possam ser compensados pela perda de arrecadação com Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Cenário corporativo
Na Bovespa, merecem destaque o pagamento de proventos na semana passada. A Klabin distribuiu R$ 0,0255 por ação, a Grendene pagou R$ 0,0253 e a CCR SA concedeu R$ 0,424. Outra novidade veio do índice de otimismo das empresas brasileiras, medido pela consultoria Markit, que subiu no último trimestre deste ano, atingindo o maior nível desde o terceiro trimestre de 2014.

MUNDO

EUA
Em depoimento ao Comitê Econômico do Congresso norte-americano, a presidente do banco central dos EUA, o Federal Reserve (FED), Janet Yellen disse que sua intenção é permanecer no cargo mesmo após a vitória de Donald Trump. Sobre a Lei Dodd-Frank, que visa proteger os consumidores de bancos grandes e não-regulados e que a equipe de transição de Trump prometeu modificar, Yellen afirmou que a referida lei tornou o sistema financeiro dos EUA mais resistente à crise.

Ela também declarou que um futuro pacote de estímulo fiscal, se introduzido por Trump, pode ter consequências inflacionárias e um impacto na trajetória futura da política monetária do FED. A presidente do órgão afirmou que as incertezas sobre as políticas do novo governo ainda durarão por mais tempo e que o FED ajustará suas perspectivas quando as propostas da próxima administração estiverem mais claras.

Europa
O PIB trimestral da zona do euro apresentou um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre do ano, na comparação com o período anterior. Já a produção industrial da zona do euro, teve queda de 0,8% em setembro na comparação com o mês de agosto. No comparativo anual, a produção da indústria da zona do euro cresceu 1,2% em setembro. A região também teve superávit comercial de 26,5 bilhões de euros em setembro, considerando os ajustes sazonais. O resultado supera os dados de agosto, quando o superávit fechou em 23,3 bilhões de euros. De acordo com dados da Eurostat, as exportações caíram 0,5% enquanto as importações recuaram 1,6%.

Ásia
Do outro lado do mundo, a produção industrial da China cresceu. Foram 6,1% de aumento em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, repetindo a variação de setembro. Na comparação mensal, a produção industrial chinesa avançou 0,50% em outubro, após registrar expansão de 0,47% em setembro. As vendas no varejo chinês também tiveram ganho, foram 10% de avanço em outubro, após crescerem 10,7% no mês anterior. No Japão, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 2,2% no trimestre de julho a setembro, segundo dados oficiais.