IPO do Carrefour movimenta bolsa de valores brasileira

  •  
IPO do Carrefour movimenta bolsa de valores brasileira Foto: Divulgação IPO do Carrefour movimenta bolsa de valores brasileira

Operação das ações no país foi a maior dos últimos quatro anos ao movimentar R$ 5,125 bilhões

Com o propósito de angariar recursos para expandir seus negócios, empresas consolidadas no mercado decidem abrir capital na Bolsa de Valores. A desaceleração econômica inibiu estas iniciativas, mas felizmente 2017 está se mostrando um ano de mudanças neste sentido.

A recuperação da economia tem aumentado as expectativas do mercado por novos processos de IPO (sigla em inglês para Initial Public Offering). Isso porque o ano de 2017 já ultrapassou o patamar vivenciado nos últimos três anos, quando houve apenas 3 aberturas de capital.

Os investidores já presenciaram os IPOs das empresas Movida, Hermes Pardini, Azul e Tenda. Juntas, as negociações movimentaram mais de R$ 3 bilhões no mercado. Agora foi a vez da rede Carrefour Brasil estrear suas ações na Bolsa brasileira.

Na última terça-feira (18), o Carrefour Brasil precificou suas ações CRFB3 a R$ 15, valor que corresponde ao piso da faixa de preço sugerido, que ficou entre R$ 15 e R$ 19. Apesar disso, a operação foi a maior registrada nos últimos quatro anos no Brasil.

Foram movimentados mais de R$ 5,1 bilhões na operação. Essa quantia equivale aos valores negociados no mercado primário e também no secundário. O IPO do Carrefour Brasil foi o maior desde o processo da BB Seguridade em 2013, que movimentou R$ 11,5 bilhões.

No entanto, mesmo com o resultado positivo no Brasil, as ações do grupo Carrefour na Bolsa de Paris apresentaram queda de 2% na última quarta-feira (19).

A perspectiva de IPOs para 2017 indica que há possibilidade de ter outros processos de abertura de capital. Na lista para estrearem no pregão da Bolsa do país estão empresas como Tivit, de tecnologia, Notre Dame, da área de saúde, IRB Brasil, que atua em resseguros, Ômega, do setor de energia, e Biotoscana, do ramo farmacêutico.

As estimativas mais otimistas sugerem que o número de processos até o fim do ano pode chegar a 15. No entanto, alguns fatores, como a aprovação de medidas pelo governo e o corte dos juros, podem aumentar as chances de este cenário se concretizar.

A realização de novos IPOs em 2017 pode aumentar em mais alguns bilhões o saldo movimentado na bolsa brasileira. Assim sendo, os investidores já estão atentos às possibilidades de investimento que essas novas negociações podem oferecer.

A abertura de capital de uma empresa é, de fato, bastante atrativa. Mas antes de decidir comprar uma ação que está sendo lançada na Bolsa, é preciso analisar sua conjuntura. É importante buscar informações concretas e realizar uma avaliação técnica minuciosa sobre o processo.

A orientação principal de especialistas do mercado é que a decisão de adquirir uma ação que acabou de estrear na Bolsa de Valores deve ser embasada em dados. Para isso, o investidor deve buscar informação qualificada em documentos oficiais e relatórios divulgados pela própria empresa. Assim, será possível saber quais serão as perspectivas de valorização da ação.

(Redação - Agência IN)