Investimento direto ou via fundos? Veja a diferença

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Investir diretamente exige conhecimentos financeiros para fazer as melhores escolhas (Foto: Divulgação) Investir diretamente exige conhecimentos financeiros para fazer as melhores escolhas

O artigo abaixo foi criado pela Magnetis, nosso parceiro de conteúdo sobre investimentos e finanças.

Juliana e Maurício, à espera do primeiro filho, decidiram encarar uma pequena reforma em casa. A ideia era preparar um quarto confortável para bebê, o que parecia simples, fácil e barato. Maurício usaria seus finais de semana livres e iria contratar um pedreiro para tocar a obra.

E assim foi, mas apenas no início. Logo apareceram dificuldades técnicas que Maurício não sabia resolver sozinho, levando a aumentos de custos e prazos. Como resultado, o quartinho foi concluído depois do nascimento da criança e, para piorar, nem ficou como a mãe tinha sonhado. O casal, decepcionado, prometeu que, na próxima vez em que precisasse se aventurar em uma área que conhecesse pouco, buscaria antes a ajuda de um especialista.

Não é apenas em uma reforma que a figura de um especialista pode fazer toda a diferença. No universo dos investimentos, as coisas podem ser bem parecidas. Por isso, é importante que você, que está decidido a investir, reflita sobre as vantagens e desvantagens de fazer essa jornada sozinho ou com apoio técnico.

Investir diretamente

Quando você opta por realizar seus investimentos diretamente, tem custos menores, já que não precisa pagar pela assessoria de profissionais especializados. Certamente este é um ponto positivo, mas que precisa ser contraposto a outras questões.
Investir diretamente exige conhecimentos financeiros para fazer as melhores escolhas. É muito importante conhecer detalhadamente as características de cada aplicação para entender se fazem sentido para os seus planos.

Seguir esse caminho demanda também que você dedique tempo constantemente para se manter atualizado sobre o mercado e efetivar operações de compra e venda de ativos – sejam títulos do governo, CDBs, ações ou qualquer outro.

Se você, por exemplo, desejar investir diretamente em títulos públicos, o primeiro passo é procurar uma instituição credenciada, que pode ser o banco ou a corretora em que você tem conta, e pedir para se cadastrar no Tesouro Direto.  Este é um programa implementado pelo governo que possibilita a compra de títulos públicos por pessoas físicas pela internet. A partir do momento em que você tem esse cadastro, pode comprar e vender títulos diretamente no próprio site do Tesouro Direto, e seu banco ficará responsável pela custódia dos seus títulos, isto é, guardá-los, cobrando uma taxa por esse serviço.

Já se você escolher investir diretamente em ações, deve escolher uma corretora para abrir conta, fazer um depósito inicial e então começar a negociar na Bolsa de Valores durante o período de funcionamento do pregão eletrônico. Você dará ordens de compra e venda de papeis à corretora (via internet, através de uma plataforma de home broker) e pagará uma taxa de corretagem a cada operação.

Investir via fundos

Se sua preferência for investir com a ajuda de especialistas, os fundos costumam ser a melhor opção. Eles são espécies de condomínios criados para promover a aplicação coletiva de recursos de um grupo de investidores com perfil semelhante.

Nos fundos, as decisões de compra e venda de ativos são tomadas por profissionais. Você não precisará ter um elevado grau de conhecimento sobre investimentos nem gastar seu próprio tempo para estudar sobre o assunto e administrar suas aplicações. Também ficará menos exposto a grandes perdas, que poderiam eventualmente ocorrer caso investisse por si só, sem forte respaldo técnico.

Contar com esse apoio de especialistas cria um custo extra, que são taxas de administração e de performance. Essa despesa, no entanto, pode ser mais do que compensada se a gestão profissional do fundo proporcionar uma rentabilidade dos recursos acima daquela que você obteria sozinho.

Existem hoje fundos que aplicam nos mais variados tipos de ativos. Você pode escolher aqueles que mais se adéquam ao seu perfil e aos seus objetivos. Por exemplo, em vez de investir diretamente em um título específico, pode eleger um fundo de renda fixa que busque uma composição de títulos públicos e privados mais rentável. Ou no lugar de realizar diretamente operações na bolsa de valores, investir em um fundo de ações que reúna diversos papeis e persiga um retorno acima da média.

Se você é um grande conhecedor do mundo dos investimentos, tem tempo para se dedicar e está sempre por dentro das questões que podem impactar esse cenário, vá em frente. Investir diretamente é para você.

Se está entre os que não conhecem bem esse universo, não têm tempo nem interesse por se aprofundar, os fundos sem dúvida são a alternativa mais indicada.

E se você ainda não conhece, mas quer desenvolver essa habilidade, comece pouco a pouco. Concentre a maior parte dos seus recursos em fundos e separe uma parcela pequena para administrar diretamente. À medida que seus conhecimentos crescerem, você pode aumentar essa fatia até se sentir seguro para gerir o total dos investimentos.

E não se esqueça: se sua escolha forem os fundos, o Magnetis pode ajudar a identificar a melhor opção do mercado para você. Certamente essa seria a escolha de Juliana e Maurício, depois de aprenderem sobre a importância do apoio de especialistas. 

Última modificação emQuinta, 07 Agosto 2014 10:27