Investidores optam por cautela nesta segunda-feira

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Investidores optam por cautela nesta segunda-feira (Foto: Divulgação) Investidores optam por cautela nesta segunda-feira

Dados econômicos divulgados ao redor do Mundo deixam investidores cautelosos e as principais bolsas de valores globais apresentam movimentos opostos nesta segunda-feira, 30. Aqui no Brasil, o Ibovespa recua 0,42%.

Na Ásia, as bolsas encerraram o primeiro pregão da semana sem uma direção única, mas com Japão e China em alta.

Enquanto o desempenho do mercado japonês refletiu a alta da produção da indústria japonesa registrada em maio, o mercado chinês aguarda a divulgação do índice PMI de junho, agendada para hoje à noite.

A produção industrial no Japão subiu 0,5% em maio na comparação com abril, informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. As indústrias que mais contribuíram para o aumento de maio foram as de equipamentos de transporte, têxtil e de autopeças e dispositivos eletrônicos.

Na Europa, as bolsas caminham para um fechamento de lado, após a inflação ao consumidor avançar em junho, sugerindo manutenção da política monetária do BCE na decisão desta quinta-feira. Em Londres, o índice FTSE 100 recua 0,12%, a 6.749 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 tem alta de 0,34%, a 9.848 pontos, enquanto o CAC 40 em Paris cai 0,32%, a 4.422 pontos.

A inflação na zona do euro repetiu em junho a mesma taxa do mês anterior, aliviando a pressão imediata sobre o Banco Central Europeu (BCE) para agir de novo em breve com o objetivo de combater a lenta alta dos preços. Com isso, a taxa da inflação anual nos 18 países permaneceu em 0,5% pelo segundo mês seguido em junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Por outro lado, as vendas no varejo da Alemanha caíram 0,6% em maio na comparação com abril, informou nesta segunda-feira, 30, o escritório de estatísticas do país. Em abril, as vendas caíram 1,5%, segundo números revisados de uma estimativa inicial de retração de 0,9%.

Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas operam em direções opostas. Com isso, o índice Dow Jones cai 0,05% aos 16.843 pontos; o S&P 500 sobe 0,05% a 1.961 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta ganhos de 0,23% aos 4.407 pontos.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas, influenciado por dados locais. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,42%, aos 52.932 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.372 bilhão.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 3,9% entre maio e junho de 2014, ao passar de 90,7 para 87,2 pontos. Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos).

Além disso, o Banco Central (BC) divulgou que o setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais - registrou, em maio, o pior resultado primário para o mês desde o início da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Foi a primeira vez que o setor público apresentou déficit primário em maio, com resultado negativo em R$ 11,046 bilhões. No mesmo mês de 2013, o setor público registrou superávit primário de R$ 5,681 bilhões.

Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2017, o mais negociado, apresentava taxa anual de 11,49%.

Para finalizar, o dólar opera com ganhos de 0,32%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,204.

(MR – Agência IN)