Investidores-anjo devem manter investimentos entre 2015 e 2016

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O estudo ouviu 56 pessoas entre executivos, empresários e profissionais liberais. Foto: Divulgação O estudo ouviu 56 pessoas entre executivos, empresários e profissionais liberais.

Cerca de 30% dos investidores-anjo - pessoas físicas que fazem investimentos com seu próprio capital em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento como as startups - pretende manter ou aumentar os investimentos em novos negócios no período de 2015 a 2016, mesmo com o cenário macroeconômico desfavorável, apontou pesquisa realizada pela Anjos do Brasil, em parceria com o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O estudo ouviu 56 pessoas entre executivos, empresários e profissionais liberais.

Mesmo em um cenário de inflação e juros crescentes, estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) e instabilidade política e social a maioria dos entrevistados pretende manter ou aumentar os investimentos-anjo.
Na sequência, os entrevistados apontaram interesse em aplicações em renda fixa (Tesouro Nacional, Fundos de Renda Fixa, CDBs, entre outros), seguidos de imóveis e compra de dólar ou moeda estrangeira, como prioridades de investimentos no período em questão.

Como última opção dos mesmos, aparecem as aplicações no exterior (imóveis ou investimentos bancários).
O efeito do risco macroeconômico é percebido de maneira heterogênea entre os entrevistados, sendo que executivos mostram-se menos avessos aos riscos do que profissionais liberais e empreendedores.

“Analisando conjuntamente com as nossas pesquisas anteriores, observamos que fatores permanentes como burocracia, alta tributação e insegurança jurídica limitam muito o potencial do investimento anjo. Assim, se estas barreiras forem resolvidas neste momento de crise, o investimento anjo pode ser um grande fator de contribuição para retomada do crescimento econômico”, explica Cássio Spina, presidente da Anjos do Brasil.

(Redação - Agência IN)