Ibovespa recua em linha com os EUA

Ibovespa recua em linha com os EUA  (Foto: Divulgação) Ibovespa recua em linha com os EUA

Nesta sexta-feira, 22, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, recua em linha com o mercado norte-americano. Há pouco, o índice, recuava 1,13%, aos 54.491 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.822 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, os mercados asiáticos mostraram força no último pregão da semana. Na China, novo recorde de 7 anos foi atingido e no Japão, a alta de 0,30% foi motivada pela declaração do BC local em relação à manutenção da política monetária atual. Na Europa, o clima não é tão positivo. Na medida em que o tempo passa e não se chega a um acordo com a Grécia,  a  zona  do  euro  pode  sofrer  onda  de  ansiedade  nas  próximas  semanas.  Bolsas  caem  ligeiramente  com declarações  de  Angela  Merkel  de  que  ainda  existe  muito  a  fazer  para  chegar  a  um  acordo.  Por  aqui,  as  atenções ficam por conta do ajuste fiscal. O governo compensa as derrotas no Congresso aumentando impostos. Dessa vez o alvo  foi  o  setor  bancário.  Aumento  de  impostos  é  recessivo  e  fortalece  o  desemprego,  adiando  a  retomada  do crescimento  de  nossa  economia.  Já  era  esperada  tal  decisão,  afinal,  o  setor  bancário  vem  registrando  perdas  por quatro dias seguidos e o desempenho hoje pode mostrar alguma recuperação depois dos ajustes finais.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Kroton (ON) que avançavam 3,33% e a Vale (PNA) que apresentavam alta de 1,90%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Eletrobras (PNB), que recuavam 6,01% e a CESP (PNB) que apresentavam revés de 3,54%.

Liderando as perdas, as ações da Eletrobras recuam após a agência de classificação e risco, Moody´s, rebaixar o rating para “Ba1”, retirando assim o grau de investimentos.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,60% em maio, quase a metade da taxa de 1,07% de abril. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (1,79%) foi o mais elevado no mês.

No exterior, o indicador de sentimento econômico IFO da Alemanha recuou em maio, chegando aos 108,5 pontos ante a marca de 108,6 pontos verificada no mês anterior. Por outro lado, o subíndice do IFO de condições atuais avançou a 114,3 pontos no mês de maio, em relação aos 114 pontos de abril.

Nos EUA, a inflação mensal registrou uma desaceleração em abril, efeito de um novo recuo dos preços da energia, segundo o índice CPI publicado pelo Departamento do Trabalho. O índice de preços ao consumidor aumentou 0,1% na comparação com março. Analistas acreditavam em uma alta de 0,2%.

(MR – Agência IN)