Ibovespa apresenta queda em linha com o exterior

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Ibovespa apresenta queda em linha com o exterior  (Foto: Divulgação) Ibovespa apresenta queda em linha com o exterior

Nesta segunda-feira, 07, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas em linha com o mercado externo. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,07%, aos 53.476 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.197 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o cenário de baixo crescimento está cada vez mais consolidado na Europa com a divulgação da produção industrial negativa na Alemanha. O PIB por lá pode ser zero no primeiro trimestre de 2015, tirando as esperanças de que a recuperação do mercado comum estava em curso, apesar de mostrar taxas baixas. Na China, as notícias não são negativas, com o crescimento chegando a 7,5% esses ano, na meta do governo. Porém, pesam sobre as bolsas a notícia negativa europeia, em semana que inicia a temporada de balanços corporativos em NY. Os volumes estão baixos e se os resultados decepcionarem podem trazer alguma realização nos principais índices americanos. O mercado por aqui pode pesar com o viés externo negativo e com a queda do minério de ferro trazendo realização para Vale e siderúrgicas.   

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Light (ON) que avançavam 2,90% e a Cesp (PNB) que apresentavam alta de 1,13%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da ALL (ON), que recuavam 2,93% e a JBS (ON) que apresentavam revés de 2,41%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que na medição a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2014 passou de 1,10% para 1,07%. Já para 2015, o prognóstico do PIB permaneceu em 1,50%. Por outro lado, a previsão para a taxa de câmbio em 2014 permaneceu em R$ 2,40. Para 2015 a taxa ficou em R$ 2,50.

Além disso, o BC anunciou que os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 3,223 bilhões em junho. Essa foi a menor captação líquida (depósitos maiores que retiradas) registrada no mês de junho desde 2011, quando foi registrada R$ 220,427 milhões. Em junho do ano passado, a captação foi a maior para o período (R$ 9,451 bilhões) registrada na série do BC, iniciada em 1995.

No exterior o destaque fica por conta da Alemanha. A produção industrial alemã registrou queda de 1,8% em maio em relação a abril, marcando a terceira retração consecutiva nessa base de comparação.

(MR – Agência IN)