Ibovespa apresenta perdas com desvalorização da Petrobras

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Ibovespa apresenta perdas com desvalorização da Petrobras (Foto: Divulgação) Ibovespa apresenta perdas com desvalorização da Petrobras

Nesta quinta-feira, 05, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas influenciado pela desvalorização das ações da Petrobras. Há pouco, o índice, recuava 0,17%, aos 49.215 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.574 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o movimento externo no dia de hoje não traz muito animo aos investidores locais. A questão grega ganha contornos de risco maior com o Banco Central Europeu não aceitando mais bônus gregos como garantia. Bolsas europeias sentem o impacto negativo da decisão e caem, com pouca intensidade. O petróleo se recupera do forte tombo de ontem, depois que os estoques americanos se mostraram no maior nível em 80 anos, mas recupera apenas parte da queda de ontem (2% contra 7% de queda). Internamente, as especulações em torno do nome do presidente da Petrobras vai dominar as especulações do dia. Cada jornal dá um nome como favorito, mas esse deve ser conhecido (se for conhecido) após a reunião do conselho de administração, marcado para amanhã. Havendo indefinição ou atraso na escolha, o mercado vai incrementar a dose de ansiedade e punir os preços das ações.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da BR Malls (ON) que avançavam 3,25% e a Estacio (ON) que apresentavam alta de 3,03%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Qualicorp (ON), que recuavam 8,14% e a Braskem (PNA) que apresentavam revés de 3,94%.

Do lado corporativo, a Receita Líquida da Duratex totalizou R$ 1.040 milhões no quarto trimestre de 2014, sendo R$ 65,9 milhões referentes à participação da controlada colombiana, Tablemac. Este desempenho representa uma queda trimestral de 1,6 %, mas aumento de 3,2 % em relação à receita de igual período de 2013. No acumulado do ano, a receita de R$ 3.984,5 milhões representa expansão de 2,9 %.

Entre os dados locais, as tradicionais liquidações de janeiro aconteceram, mas não foram suficientes para impedir uma retração da atividade varejista no primeiro mês de 2015. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em janeiro 2015 caiu 1,3% em relação ao mês de dezembro/14, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo em janeiro de 2015 foi de 1,5%.

No exterior, o PMI do varejo na Área do Euro, composto pelos indicadores da Alemanha, França e Itália, recuou de 47,6 para 46,6 pontos entre dezembro e janeiro.

Vale lembrar que ontem, 04, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que não aceitará mais os títulos gregos como colateral em suas operações diárias de liquidez, o que leva os bancos do país a dependerem exclusivamente das linhas de emergência do próprio banco central da Grécia, que são mais caras.

(MR – Agência IN)