EUA, Grécia e Petrobras influenciam pregão global

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EUA, Grécia e Petrobras influenciam pregão global (Foto: Divulgação) EUA, Grécia e Petrobras influenciam pregão global

As principais bolsas de valores globais apresentam movimentos opostos nesta quinta-feira, 05, influenciadas por notícias divulgadas na Europa, dados da agenda norte-americana e informações empresariais. Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas, influenciado pela desvalorização das ações da Petrobras. 

Na Ásia, as bolsas, em sua maioria, encerraram o pregão desta quinta-feira em queda, revertendo à alta de ontem.

O BCE anunciou na noite de ontem que não aceitará mais os títulos gregos como colateral em suas operações diárias de liquidez, o que leva os bancos do país a dependerem exclusivamente das linhas de emergência do próprio banco central da Grécia, que são mais caras. Essa decisão pesa sobre as bolsas europeias, diante do aumento do risco de que isso possa levar à saída do país da Área do Euro.

Em Frankfurt, o DAX recua 0,48%, a 10.859 pontos. Em Londres, o FTSE 100 cai 0,31%, a 6.838 pontos, enquanto o CAC 40 apresenta perdas 0,44%, a 4.675 pontos.

Com isso, a taxa de juros do título da Grécia superou 10% na abertura do mercado secundário na Eurozona, depois que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu privar os bancos gregos de um de seus principais canais de financiamento.

Na região, o PMI do varejo na Área do Euro, composto pelos indicadores da Alemanha, França e Itália, recuou de 47,6 para 46,6 pontos entre dezembro e janeiro.

Em Wall Street, bolsas sobem com dados locais. Com isso, o índice Dow Jones ganha 0,63% aos 17.679 pontos; o S&P 500 avança 0,80% a 2.045 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta ganhos de 0,39% aos 4.221 pontos.

Os pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA aumentaram depois do resultado que representou o menor número em quase 15 anos, informou o Departamento do Trabalho. No total, 278.000 novos pedidos foram registrados na semana encerrada em 31 de janeiro, uma alta de 4,1% na comparação com a semana anterior.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta perdas, influenciado pela desvalorização das ações da Petrobras. Há pouco, o índice, recuava 0,17%, aos 49.215 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.574 bilhão.

Entre os dados locais, as tradicionais liquidações de janeiro aconteceram, mas não foram suficientes para impedir uma retração da atividade varejista no primeiro mês de 2015. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em janeiro 2015 caiu 1,3% em relação ao mês de dezembro/14, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo em janeiro de 2015 foi de 1,5%.

Do lado corporativo, a Receita Líquida da Duratex totalizou R$ 1.040 milhões no quarto trimestre de 2014, sendo R$ 65,9 milhões referentes à participação da controlada colombiana, Tablemac. Este desempenho representa uma queda trimestral de 1,6 %, mas aumento de 3,2 % em relação à receita de igual período de 2013. No acumulado do ano, a receita de R$ 3.984,5 milhões representa expansão de 2,9 %.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2017, o mais negociado, apresentava taxa anual de 12,61%.

Para finalizar, o dólar opera com ganhos de 0,47%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,758.

(MR – Agência IN)