EUA e Petrobras impulsionam Ibovespa

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EUA e Petrobras impulsionam Ibovespa (Foto: Divulgação) EUA e Petrobras impulsionam Ibovespa

Nesta quarta-feira, 06, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta ganhos em linha com o mercado norte-americano e impulsionado pelas altas das ações da Petrobras. Há pouco, o índice, valorizava 0,51%, aos 56.486 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.448 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o movimento defensivo continua a pressionar as bolsas asiáticas e fez o Japão registrar a quinta queda consecutiva. Na China, a queda foi mais comedida, com governos locais começando a afrouxar o crédito para o setor imobiliário ajudando a amenizar a perdas da bolsa (-0,11%). Na Europa, a piora é mais acentuada. Adiciona-se ao sentimento defensivo a piora das condições econômicas reportadas por Alemanha, Itália e Reino Unido. A atividade nesses países mostra queda e incentivam os juros da Alemanha a renovarem mínimas históricas. Euro também sofre com a falta de atratividade do bloco e cai -0,27%. Metais em queda devido a situação de fragilidade europeia trará nova pressão para os exportadores do minério, apesar da alta do dólar. Dia promete ser novamente volátil, com agenda econômica esvaziada. Investidores continuarão a monitorar a situação na Ucrânia e a correlação com o desempenho externo tende a ser alta.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Petrobras (ON) que avançavam 2,89% e a Renner (ON) que apresentavam alta de 2,07%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Oi (PN), que recuavam 3,73% e a Rossi (ON) que apresentavam revés de 3,08%.

Do lado corporativo, a Oi anunciou que registrou um prejuízo líquido de R$ 221 milhões no segundo trimestre de 2014 (2T14). No 1S14, o lucro líquido foi de R$ 7 milhões. De acordo com a Companhia, a queda sequencial neste trimestre foi explicada principalmente por um menor EBIT seguido de um EBITDA impactado por menores receitas não - rotina, como no 1T14 houve impacto de R$ 1.247 milhões referente à venda do segundo lote de torres móveis.

Já a Celulose Irani encerrou o segundo trimestre do ano com receita líquida de R$ 174,7 milhões, representando um crescimento de 21% em relação ao segundo trimestre de 2013. O principal fator que levou a esse crescimento foi a integração das vendas da planta de Embalagem de Papelão Ondulado da Indústria de Papel e Papelão São Roberto S.A. (SP) aos negócios da Irani.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a redução no ritmo da produção industrial nacional na passagem de maio para junho, série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Amazonas (-9,3%), Paraná (-7,5%), Pernambuco (-7,4%) e Ceará (-5,4%).

No exterior, o instituto italiano de estatísticas Istat anunciou que a Itália entrou em recessão no segundo trimestre de 2014, ao registrar uma contração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na comparação com o trimestre anterior, segundo uma estimativa preliminar. Os economistas definem que um país entra em recessão quando registra dois trimestres consecutivos de contração da economia.

Para finalizar, o déficit comercial dos Estados Unidos caiu em junho de maneira imprevista, graças ao recorde de exportações e a uma significativa queda das importações, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio. Subiu para US$ 41,5 bilhões em dados corrigidos de variações sazonais, o que supõe uma queda de 7% em relação a maio.

(MR – Agência IN)