Decisão do FOMC deverá influenciar pregão global

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Decisão do FOMC deverá influenciar pregão global (Foto: Divulgação) Decisão do FOMC deverá influenciar pregão global

Nesta quarta-feira, 18, as principais bolsas de valores globais só devem definir uma tendência após a decisão de política monetária do FOMC. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Na Ásia, as bolsas encerraram em baixa o pregão, com exceção de Tóquio, mercado impulsionado pela valorização do dólar frente ao iene.

Enquanto isso, na Europa, o mercado exibe ganhos nesta manhã, reagindo à ata do Bank of England (BoE).

A divulgação da ata da última reunião do BoE esclareceu algumas dúvidas sobre a possibilidade de a instituição iniciar um processo de normalização monetária ainda este ano. “A decisão unânime dos membros do comitê de política monetária pela manutenção das medidas de estímulo revelou que ainda não há dissenso em relação à necessidade de manter os juros baixos, mesmo com a recuperação persistente da economia inglesa”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo, à espera da decisão de política monetária do FOMC e da entrevista da presidente do Fed, Janet Yellen.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), na cidade de São Paulo, recuou e ficou em 0,16% na segunda prévia de junho, ante 0,22% registrados na semana anterior. Nesta apuração, o item de Habitação pesa mais no orçamento doméstico passando 0,01% para 0,21%.

Por outro lado, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), um dos índices utilizados para reajustar os contratos de aluguel, registrou no segundo decêndio de junho variação de -0,64%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de -0,04%.

E finalizando as informações internas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta quarta-feira, 18, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,47% em junho e ficou 0,11 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,58%). Os grupos Alimentação e Bebidas (de 0,88% em maio para 0,21% em junho) e Habitação (de 1,19% para 0,29%) foram os principais responsáveis pelo recuo do IPCA-15 no mês.

Por fim, no mercado de câmbio, o euro ganha valor frente ao dólar, ao mesmo tempo em que a libra esterlina se desvaloriza.

(MR – Agência IN)