Dados locais derrubam Ibovespa

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Dados locais derrubam Ibovespa (Foto: Divulgação) Dados locais derrubam Ibovespa

Nesta segunda-feira, 30, o principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta perdas influenciado por dados locais. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,42%, aos 52.932 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 1.372 bilhão.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a dificuldade do governo em fechar as contas fiscais sem a utilização de contabilidade criativa aumenta o risco do país perante o investidor estrangeiro e os ativos sofrem nova desvalorização. Esse quadro foi desenhado na semana passada e pode ser reforçado hoje, quando o governo divulga o resultado primário consolidado. A dificuldade em fechar o superávit em 1,9% do PIB é devido ao baixo crescimento e na insistência do governo em promover renuncias fiscais no intuito de não deixar alguns setores terem desempenho abaixo do medíocre. Infelizmente o governo ainda trata a falta de competitividade da economia como problema de curto prazo e setorial. Ainda ressentimos de motivos para apostar em melhora no médio prazo. Pesquisas eleitorais, a serem divulgadas ainda nessa semana, podem alterar o quadro de pessimismo se houver alguma piora na avaliação do governo. Abertura negativa externa deve trazer viés baixista para o Ibovespa.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Marfrig (ON) que avançavam 2,38% e a Gafisa (ON) que apresentavam alta de 2,12%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da MMX (ON), que recuavam 4,59% e a Even (ON) que apresentavam revés de 1,83%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 3,9% entre maio e junho de 2014, ao passar de 90,7 para 87,2 pontos. Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos).

Além disso, o Banco Central (BC) divulgou que o setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais - registrou, em maio, o pior resultado primário para o mês desde o início da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Foi a primeira vez que o setor público apresentou déficit primário em maio, com resultado negativo em R$ 11,046 bilhões. No mesmo mês de 2013, o setor público registrou superávit primário de R$ 5,681 bilhões.

Entre os destaques no exterior, a inflação na zona do euro repetiu em junho a mesma taxa do mês anterior, aliviando a pressão imediata sobre o Banco Central Europeu (BCE) para agir de novo em breve com o objetivo de combater a lenta alta dos preços. Com isso, a taxa da inflação anual nos 18 países permaneceu em 0,5% pelo segundo mês seguido em junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Para finalizar, a produção industrial no Japão subiu 0,5% em maio na comparação com abril, informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. As indústrias que mais contribuíram para o aumento de maio foram as de equipamentos de transporte, têxtil e de autopeças e dispositivos eletrônicos.

(MR – Agência IN)