Corte na Selic no Brasil e Beige Book nos EUA foram destaques da última semana

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Corte na Selic no Brasil e Beige Book nos EUA foram destaques da última semana Foto: Divulgação Corte na Selic no Brasil e Beige Book nos EUA foram destaques da última semana

No cenário nacional, queda na taxa básica de juros e diminuição do PIB chamou a atenção tanto de investidores iniciantes quanto de experientes. Internacionalmente, a melhora nas taxas de desemprego dos EUA e da zona do euro ganharam notoriedade.

BRASIL
Mercado doméstico 
Como era esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa básica de juros, também conhecida como taxa Selic. A redução de 0,25 ponto percentual está de acordo com a expectativa do mercado. A nova taxa de 13,75% foi definida por unanimidade, levando em consideração as incertezas do cenário político interno e a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA.

No que se refere à inflação, observa-se alguma desaceleração. Se implementar uma política expansionista norte-americana, o “efeito Trump” pode impactar na depreciação cambial. Com isso, haveria uma pressão inflacionária no país e, consequentemente, elevaria a taxa de juros e impactaria no fluxo para o Brasil. Por conseguinte, a pressão no Real poderia atrasar o ciclo de redução da taxa de juros.

Outra notícia de destaque na última semana foi a sétima queda consecutiva do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O recuo foi de 0,8% em relação ao PIB anterior. No final de 2016, espera-se que a retração do PIB deve continuar elevada, com queda entre 3,6% e 4,0%. Se a política de juros estiver alinhada com os avanços no ajuste fiscal poderá ser observada uma possível retomada em 2017.

Cenário Político
Na madrugada de quarta-feira, 30 de novembro, a votação da PEC dos gastos foi concluída no Senado. Eram necessários 49 votos do total de 81 parlamentares, e foram recebidos 61 votos a favor. A PEC ainda será analisada em segundo turno pelos senadores, a data prevista é 13 de dezembro.

MUNDO
EUA
No relatório mensal de empregos (payroll) dos EUA, o país gerou 178 mil vagas em novembro. A taxa de desemprego caiu para 4,6%, ante expectativa de 4,9%, e o salário médio por hora ficou inalterado em relação ao mês anterior. O índice de confiança do consumidor subiu a 107,1 em novembro. O índice em outubro foi revisado, saindo de 98,6 para 100,8. 

O PIB dos EUA cresceu à taxa anualizada de 3,2% no terceiro trimestre. Segundo o relatório Beige Book (Livro Bege, em português), 7 dos 12 distritos do Federal Reserves (FED) demonstraram crescimento moderado ou modesto desde o início de outubro até meados de novembro, e outros três distritos relataram ligeiro crescimento.

Europa
Na zona do euro, a taxa de desemprego recuou de 9,9% em setembro para 9,8% em outubro de 2016. O resultado verificado é o mais baixo desde julho de 2009 na região. Com isso, o número de pessoas desempregadas recuou 178 mil no mês de outubro. No mesmo mês de 2015, o desemprego estava em 10,6% na região. 

O índice de preços ao consumidor da zona do euro, por sua vez, subiu 0,6% na comparação anual de novembro, ganhando força em relação ao aumento de 0,5% verificado em outubro. Apesar do avanço no CPI, a inflação na zona do euro permanece muito abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE), que espera uma taxa próxima de 2,0%.

Ásia
No Japão, as vendas no varejo recuaram 0,1% em outubro no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, todavia, as vendas no varejo subiram 2,5%, após ajustes sazonais. Na China, o índice dos gerentes de compra (PMI) do setor de serviços subiu de 54,0 em outubro para 54,7 em novembro, apresentando alta pelo terceiro mês seguido. O PMI industrial da China subiu para 51,7 em novembro, saindo de 51,2 em outubro. É o quarto mês de avanço das atividades industriais no país.

(Redação - Agência IN)