China e Europa devem influenciar pregão global

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China e Europa devem influenciar pregão global (Foto: Divulgação) China e Europa devem influenciar pregão global

As principais bolsas de valores globais devem apresentar ganhos nesta quarta-feira, 13, influenciadas por números divulgados na China e Europa. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Na Ásia, a maioria das bolsas encerrou o pregão em alta, diante da expectativa de novos estímulos na economia chinesa, após a produção industrial crescer abaixo da previsão do mercado. Com isso, a bolsa de Shanghai registrou perda, especialmente dos setores de telecomunicações e eletricidade.

A produção industrial chinesa registrou acréscimo de 5,9% em abril deste ano, contra o mesmo mês de 2014, segundo informações divulgadas hoje pelo escritório nacional de estatísticas do país, National Bureau of Statistics (NBS). O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa expansão de 6,0%.

Além disso, as vendas no varejo da China tiveram acréscimo de 10,0% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo informações divulgadas pelo NBS. Analistas previam alta de 10,5%.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas avançam impulsionados pela aceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre.

O crescimento econômico na Eurozona foi de 0,4% no primeiro trimestre do ano, anunciou a agência europeia de estatísticas, Eurostat, com a Espanha (+0,9%) liderando o avanço das 19 economias do bloco da moeda única.

Por outro lado, a produção industrial nos 16 países que compõem a zona do euro registrou decréscimo de 0,3% em março deste ano, na comparação com o mês anterior, segundo informações divulgadas hoje pelo Escritório de Estatística da região, National Statistcs. O dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa expansão de 0,0%. Em fevereiro, houve alta de 1,0% (dado revisado).

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação das vendas no varejo de abril.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o desempenho dos pares externos.

Do lado corporativo, o prejuízo líquido da GOL totalizou R$ 672,7 milhões no primeiro trimestre de 2015 (1T15) com margem líquida negativa de 26,9%. O resultado foi negativamente impactado, pela variação cambial de R$ 774,1 milhões. Mantendo-se a mesma taxa de câmbio do 1T14, o resultado seria de lucro líquido.

Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar perdas em relação às demais moedas globais.

(MR – Agência IN)