China e Europa devem influenciar pregão global

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China e Europa devem influenciar pregão global (Foto: Divulgação) China e Europa devem influenciar pregão global

As principais bolsas de valores globais devem apresentar movimentos opostos nesta segunda-feira, 30, influenciadas por China e Europa. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam sem definir uma tendência. 

Na Ásia, as bolsas encerraram o primeiro pregão da semana sem uma direção única, mas com Japão e China em alta. Enquanto o desempenho do mercado japonês refletiu a alta da produção da indústria japonesa registrada em maio, o mercado chinês aguarda a divulgação do índice PMI de junho, agendada para hoje à noite.

A produção industrial no Japão subiu 0,5% em maio na comparação com abril, informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. As indústrias que mais contribuíram para o aumento de maio foram as de equipamentos de transporte, têxtil e de autopeças e dispositivos eletrônicos.

Na Europa, as bolsas apresentam ganhos nesta manhã, após a inflação ao consumidor avançar em junho, sugerindo manutenção da política monetária do BCE na decisão desta quinta-feira.

A inflação na zona do euro repetiu em junho a mesma taxa do mês anterior, aliviando a pressão imediata sobre o Banco Central Europeu (BCE) para agir de novo em breve com o objetivo de combater a lenta alta dos preços. Com isso, a taxa da inflação anual nos 18 países permaneceu em 0,5% pelo segundo mês seguido em junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Por outro lado, as vendas no varejo da Alemanha caíram 0,6% em maio na comparação com abril, informou nesta segunda-feira, 30, o escritório de estatísticas do país. Em abril, as vendas caíram 1,5%, segundo números revisados de uma estimativa inicial de retração de 0,9%.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura de lado. Mas, investidores aguardam a divulgação do índice dos gerentes de compras de Chicago de junho.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 3,9% entre maio e junho de 2014, ao passar de 90,7 para 87,2 pontos. Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos).

Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar perdas em relação às demais moedas globais.

(MR – Agência IN)