Caderneta de poupança tem saldo líquido negativo em julho

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Caderneta de poupança tem saldo líquido negativo em julho Foto: Divulgação Caderneta de poupança tem saldo líquido negativo em julho

O Banco Central anunciou hoje os resultados da caderneta de poupança referente a julho de 2015, que apresentam nova redução no volume dos depósitos sendo esta a sétima redução consecutiva, bem como no saldo líquido negativo aonde as retiradas foram maiores do que a captação (depósitos) no volume de R$ 2,4 bilhões.

Com isso, no ano de 2015 até o mês de julho, o volume total apresenta uma retirada líquida da ordem de R$ 41 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido em julho de 2015 um volume total de R$ 648,2 bilhões contra um volume de R$ 646,5 bilhões no mês anterior e de R$ 662,7 bilhões em dezembro de 2014, aqui já considerado os rendimentos no período.

De acordo com o diretor de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), Miguel José Ribeiro de Oliveira, este resultado pode ser atribuído a fatores listados abaixo:

1) Com a elevação da taxa básica de juros, aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos, como fundo de renda fixa, CDB’s, tesouro direto, etc, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Os investidores têm retirado suas aplicações na caderneta de poupança, migrando para este tipo de investimento, que apresenta uma rentabilidade superior. Em julho de 2015, os Fundos de Renda Fixa apresentaram uma rentabilidade de 0,90% contra uma rentabilidade de 0,73% da Caderneta de Poupança. Em doze meses os Fundos de Renda Fixa tiveram uma rentabilidade de 10,32% contra uma rentabilidade de 7,53% da Caderneta de Poupança;

2) Retração de nossa economia com inflação elevada, juros elevados, aumento de encargos e impostos, o que reduz a renda das famílias e dificultando seu orçamento. Com isso, acabam acarretando dois fatores:

a) Sobram menos recursos mensalmente das famílias para pouparem;

b) Famílias sendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.

Tendências para os próximos meses:

Como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2015 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da SELIC em alta, o que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, etc) a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue, agravado ainda mais em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de inadimplência e de desemprego.

(Redação - Agência IN)