Bolsas sobem com BCE e EUA

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Principais bolsas de valores globais apresentam ganhos (Foto: Divulgação) Principais bolsas de valores globais apresentam ganhos

Nesta quinta-feira, 05, as principais bolsas de valores globais apresentam ganhos, influenciadas por números da agenda norte-americana e decisão do Banco Central Europeu (BCE). Aqui no Brasil, o Ibovespa sobe 0,29%. 

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão sem direção definida. Enquanto o índice Nikkei, em Tóquio, fechou em alta, a bolsa da China terminou o dia em queda.

Na Europa, as bolsas sobem após o Banco Central Europeu (BCE) decidir reduzir novamente os juros e adotar novas medidas de estímulo monetário. Há pouco, o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,21%, aos 9.947 pontos. E o índice FTSE-100 opera com perdas de 0,08%, aos 6.813 pontos. E o CAC 40 valorizava 1,06%, aos 4.548 pontos.

Hoje, o BCE reduziu sua taxa básica de juros de 0,25%, que estava em vigor desde novembro, para 0,15%, novo recorde mínimo histórico. O BCE também reduziu a taxa de empréstimo marginal a 0,40% (de 0,75%) e levou para o terreno negativo a taxa de depósito, a -0,10%, uma medida sem precedentes.

Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas sobem. Com isso, o índice Dow Jones sobe 0,62% aos 16.842 pontos; o S&P 500 avança 0,66% a 1.940 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta ganhos de 1,05% aos 4.296 pontos.

Na região, o Departamento anunciou que os pedidos de seguro-desemprego no País registraram uma alta dentro das expectativas dos analistas na semana encerrada em 31 de maio. De acordo com o Departamento, as solicitações chegaram a 312.000, em dados corrigidos das variações sazonais, um aumento de 8.000 na comparação com a semana anterior. Analistas esperavam 310.000 pedidos.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta ganhos em linha com o exterior, com investidores avaliando a Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e a decisão do Banco Central Europeu (BCE). Há pouco, o índice, valorizava 0,29%, aos 51.983 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.083 bilhões.

E abrindo a agenda de indicadores internos, após registrar leve alta em abril, o nível de endividamento na cidade de São Paulo registrou estabilidade em maio, chegando a 51,2% do total. Em números absolutos, 1,835 milhão de famílias apresentavam algum tipo de dívida no quinto mês do ano, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Além disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ressaltou que o ritmo de expansão da atividade econômica no Brasil tende a ser 'menos intenso' este ano, na comparação com 2013. A ata da última reunião do comitê, realizada nos dias 27 e 28 de maio, revelou que houve mudança em relação ao que o comitê considerava em abril. Na ata da reunião daquele mês, o comitê previa que o ritmo de expansão da atividade doméstica tendia a se manter 'relativamente estável' em comparação a 2013.

Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2015, o mais negociado, apresentava taxa anual de 10,81%.

Para finalizar, o dólar opera com queda de 0,66%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,269.

(MR – Agência IN)