Bolsas devem recuar com decisão do FED

Bolsas devem recuar com decisão do FED (Foto: Divulgação) Bolsas devem recuar com decisão do FED

Fim do programa de compra de ativos nos Estados Unidos deixa investidores cautelosos e bolsas devem apresentar perdas nesta quinta-feira, 30. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operem em campo negativo.

Ontem, o Federal Reserve (Fed) anunciou, sem surpresas, que não comprará mais ativos para estimular a economia e que manterá suas taxas de juros próximas de zero, embora possam subir "antes do esperado". O Comitê Monetário do Fed (FCOM) afirmou que houve "ganhos consistentes" no mercado de trabalho, um dos setores mais analisados para que a instituição decida sua política monetária.

Na Ásia, a divulgação de resultados corporativos favoráveis impulsionaram os mercados locais, que encerraram o pregão em alta. Por outro lado, resultados abaixo do esperado na Europa levam à queda das bolsas neste momento.

Na região, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) anunciou que a Espanha cresceu 0,5% no terceiro trimestre, depois da alta de 0,6% no trimestre anterior. Este é o quinto trimestre consecutivo de crescimento para a quarta maior economia da Eurozona, segundo o INE.

Além disso, o índice de sentimento econômico da Área do Euro, apurado pela Comissão Europeia, subiu de 99,9 para 100,7 pontos entre setembro e outubro. Com isso, o indicador voltou a ficar acima de sua média histórica, de 100 pontos.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo negativo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos pedidos de auxílio desemprego semanal.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic para 11,25% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela manutenção da taxa Selic em 11,00% a.a.  Para o Comitê, desde sua última reunião, entre outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável. À vista disso, o Comitê considerou oportuno ajustar as condições monetárias de modo a garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,28% em outubro. Em setembro, o índice variou 0,20%. Em setembro de 2013, a variação foi de 0,86%. A variação acumulada em 2014, até outubro, é de 2,05%.

Do lado corporativo, a Vale anunciou que obteve um prejuízo líquido de US$ 1,437 bilhão no terceiro trimestre de 2014 contra um lucro líquido de US$ 1,428 bilhão no trimestre passado, refletindo principalmente o impacto não caixa de variações cambiais e perdas monetárias em dívidas e derivativos de US$ 2,683 bilhões devido à depreciação do real frente ao dólar americano.

Por outro lado, o Bradesco revelou que obteve um lucro líquido ajustado de R$ 3.950 milhões no terceiro trimestre, evolução de R$ 146 milhões em relação ao trimestre anterior, decorrente, principalmente: das maiores receitas com prestação de serviços, provenientes do incremento no volume dos negócios e ampliação dos canais de atendimento; das maiores receitas com a margem financeira, reflexo do incremento das receitas com a parcela de 'juros'; e impactado, parcialmente, por: evolução da despesa com provisão para devedores duvidosos; e incremento das despesas de pessoal, reflexo, principalmente, da convenção coletiva.

Para finalizar, o fim do programa de compra de ativos nos EUA, anunciado ontem pelo Fed, fortalece o dólar em relação às demais moedas.

(MR – Agência IN)