Bolsas apresentam sinais opostos nesta quarta-feira

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Bolsas apresentam sinais opostos nesta quarta-feira (Foto: Divulgação) Bolsas apresentam sinais opostos nesta quarta-feira

As principais bolsas de valores globais apresentam movimentos opostos nesta quarta-feira, 06, influenciadas por dados econômicos e tensões relacionadas aos conflitos na Rússia e Ucrânia. Aqui no Brasil, o Ibovespa sobe 0,51%.

Na Ásia, as tensões afetaram o mercado local e investidores diminuíram o apetite por risco de forma que as bolsas asiáticas encerraram em queda o pregão desta quarta-feira. No mesmo sentido, o mercado europeu caminha para um fechamento em queda, ainda pressionado pela frustração com a divulgação de indicadores na Itália e no Reino Unido.

Em Londres, o índice FTSE 100 cai 0,67%, a 6.637 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 tem queda de 0,50%, a 9.143 pontos, enquanto o CAC 40 em Paris recua 0,51%, a 4.211 pontos.

Hoje, o instituto italiano de estatísticas Istat anunciou que a Itália entrou em recessão no segundo trimestre de 2014, ao registrar uma contração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na comparação com o trimestre anterior, segundo uma estimativa preliminar. Os economistas definem que um país entra em recessão quando registra dois trimestres consecutivos de contração da economia.

Em Wall Street, bolsas sobem com investidores avaliando dados locais. Com isso, o índice Dow Jones ganha 0,21% aos 16.464 pontos; o S&P 500 avança 0,22% a 1.924 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq apresenta ganhos de 0,41% aos 4.370 pontos.

O Departamento do Comércio revelou que o déficit comercial do país caiu em junho de maneira imprevista, graças ao recorde de exportações e a uma significativa queda das importações. Subiu para US$ 41,5 bilhões em dados corrigidos de variações sazonais, o que supõe uma queda de 7% em relação a maio.

Aqui no Brasil, o Ibovespa apresenta ganhos em linha com o mercado norte-americano e impulsionado pelas altas das ações da Petrobras. Há pouco, o índice, valorizava 0,51%, aos 56.486 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.448 bilhões.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a redução no ritmo da produção industrial nacional na passagem de maio para junho, série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Amazonas (-9,3%), Paraná (-7,5%), Pernambuco (-7,4%) e Ceará (-5,4%).

Do lado corporativo, a Oi anunciou que registrou um prejuízo líquido de R$ 221 milhões no segundo trimestre de 2014 (2T14). No 1S14, o lucro líquido foi de R$ 7 milhões. De acordo com a Companhia, a queda sequencial neste trimestre foi explicada principalmente por um menor EBIT seguido de um EBITDA impactado por menores receitas não - rotina, como no 1T14 houve impacto de R$ 1.247 milhões referente à venda do segundo lote de torres móveis.

Já a Celulose Irani encerrou o segundo trimestre do ano com receita líquida de R$ 174,7 milhões, representando um crescimento de 21% em relação ao segundo trimestre de 2013. O principal fator que levou a esse crescimento foi a integração das vendas da planta de Embalagem de Papelão Ondulado da Indústria de Papel e Papelão São Roberto S.A. (SP) aos negócios da Irani.

Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás o contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2017, o mais negociado, apresentava taxa anual de 11,73%.

Para finalizar, o dólar opera com perdas de 0,09%. Há pouco, a moeda era vendida a R$ 2,279.

(MR – Agência IN)