BoJ e PIB dos EUA devem influenciar pregão

BoJ e PIB dos EUA devem influenciar pregão (Foto: Divulgação) BoJ e PIB dos EUA devem influenciar pregão

Nesta sexta-feira, 31, as principais bolsas de valores globais devem apresentar ganhos, influenciadas pela decisão do Banco Central do Japão e também pelo Produto Interno Bruto dos Estados Unidos. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Na Ásia, as bolsas encerraram em alta o último pregão da semana, refletindo a tendência favorável da véspera em Wall Street e a decisão do BoJ, que ampliou os seus estímulos. O Banco Central japonês anunciou a ampliação de sua política monetária expansiva para lutar contra o freio da economia após vários indicadores negativos. A bolsa de Tóquio reagiu com altas de mais de 5% ao anúncio de que o banco acrescentará US$ 182 bilhões a seu programa atual de compra de ativos.

Os novos estímulos no Japão também repercutem na Europa e nos índices futuros norte-americanos, que exibem alta nesta manhã.
Na Europa, o desemprego se manteve estável em setembro na zona do euro em relação ao mês de agosto, a 11,5%, anunciou nesta sexta-feira a agência europeia de estatística Eurostat. Havia 18,34 milhões de desempregados em setembro na zona do euro, ou seja, 19.000 a menos do que no mês precedente e 826.000 a menos do que há um ano. Além disso, a inflação sofreu uma leve alta em outubro na Eurozona, atingindo 0,4%, segundo o Eurostat.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o movimento externo e registrar alta na abertura do mercado.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,94% em setembro na comparação com o mês anterior, número superior ao observado na comparação entre julho e agosto (0,49%). Em setembro, como em agosto, 16 das 23 atividades apresentaram variações positivas de preços. As quatro maiores variações se deram entre os produtos compreendidos nas atividades de bebidas (7,04%), impressão (2,36%), metalurgia (2,22%) e fumo (1,81%).

Do lado corporativo, a BRF fechou o terceiro trimestre de 2014 com lucro líquido de R$ 624 milhões, uma alta de 117,5% em relação ao 3T13. O EBITDA atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 61,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Já a Ambev anunciou que seu EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado do terceiro trimestre foi de R$ 4,1 bilhões, 2,5% maior comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida do período cresceu 6% em relação ao terceiro trimestre de 2013, totalizando R$ 8,6 bilhões. Já o lucro líquido ajustado do período foi de R$ 2,8 bilhões, aumento de 22,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2013.

Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar ganhos em relação às demais moedas globais.

(MR – Agência IN)