Aumento do desemprego e dívidas dos estados brasileiros são destaques da última semana de 2016

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Aumento do desemprego e dívidas dos estados brasileiros são destaques da última semana de 2016 Foto: Divulgação Aumento do desemprego e dívidas dos estados brasileiros são destaques da última semana de 2016

Em solo brasileiro, preocupações quanto ao PIB e ao desemprego fizeram parte dos pensamentos de muitos investidores nos dias finais de 2016. Fora do país, o aumento do estoque de petróleo nos EUA e o avanço do lucro das grandes indústrias chinesas também mereceram atenção.

BRASIL 
Mercados domésticos 
Na última semana do ano de 2016, ganhou destaque o déficit primário do governo central, que somou R$ 38,35 bilhões. Este é o pior resultado no mês de novembro desde 1997. No acumulado de 2016, o déficit superou os R$ 94,1 bilhões. 

Segundo divulgação de dados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGPM de dezembro apresentou alta de 0,54%. A taxa de desemprego alcançou a marca de 11,9% no trimestre, contra 9% no último resultado divulgado. Isso configura recorde da série histórica da Pnad contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro reduziu suas expectativas, apresentando encolhimento de 3,49%. Para 2017, as estimativas têm projeção de avanço de 0,50%, ficando abaixo do crescimento de 0,58% delineado no relatório passado. 

Cenário Político 
O destaque no cenário político nos últimos dias do ano ficou com a possibilidade de veto ao projeto de socorro aos Estados em situação crítica. As contrapartidas anteriormente exigidas aos Estados foram excluídas pela Câmara dos Estados, representando uma derrota ao governo. A estimativa é que o rombo acumulado gire em torno de R$ 32,5 bilhões. A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados foi marcada para 02 de fevereiro de 2017. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, solicitou explicações ao Planalto, Câmara e Senado sobre a reforma da previdência. 

Cenário Corporativo 
No cenário corporativo, a Petrobras (PETR4) respondeu ao ofício enviado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) afirmando ter tomado ciência do reconhecimento de atos ilícitos e dos valores referentes aos acordos firmados pela Braskem. No setor de consumo, a Cielo (CIEL3) tem sofrido reflexos da Medida Provisória que autoriza a diferenciação de preços de bens e serviços de acordo com o tipo de pagamento. 

MUNDO 
EUA 
Os estoques de petróleo dos Estados Unidos da América demonstraram aumento de 614 mil barris na semana encerrada em 23 de dezembro de 2016. O total registrado chegou a mais de 486 milhões de barris, conforme informado pelo Departamento de Energia norte-americano. 
Os estoques de gasolina, por sua vez, tiveram queda de 1,593 milhão de barris. A soma final fechou em aproximadamente 227,1 milhões de barris. O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos avançou de 109,4 em novembro para 113,7 em dezembro de 2016. Por fim, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu em 10 mil, somando agora 265 mil pedidos. 

Europa 
A base monetária (M3) da zona do euro, medida ampla do dinheiro disponível no bloco econômico, subiu 4,8% em novembro em relação ao mesmo período de 2015, de acordo com dados do Banco Central Europeu (BCE). A concessão de empréstimos a empresas também cresceu, avançando 2,2% no comparativo anual em novembro, depois de apresentar alta de 2,1% em outubro de 2016. 

Ásia 
O lucro das maiores empresas do setor industrial da China aumentou 14,5% em novembro de 2016 em comparação ao mesmo mês de 2015. Com isso, registrou-se um movimento mais forte de alta em relação ao avanço ainda tímido de outubro. 

No Japão, o índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em novembro no comparativo com outubro. No entanto, houve avanço de 0,5% em relação a novembro de 2015, indicando um sinal de enfraquecimento das pressões deflacionárias no país. 

A produção industrial japonesa cresceu 1,5% em novembro em relação a outubro de 2016. As vendas no varejo do país subiram 1,7% em novembro na comparação anual, registrando a primeira alta desde fevereiro de 2016.

(Redação - Agência IN)