Agenda global e Ucrânia devem influenciar pregão

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Agenda global e Ucrânia devem influenciar pregão (Foto: Divulgação) Agenda global e Ucrânia devem influenciar pregão

As principais bolsas de valores globais devem apresentar movimentos opostos nesta quinta-feira, 07, influenciadas por tensões na Ucrânia e dados da agenda mundial. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam sem definir uma tendência.

Na Ásia, a maioria das bolsas encerrou o pregão em queda, lideradas pela China. As ações das financeiras foram as mais afetadas diante da redução de liquidez imposta pelo banco central chinês (PBoC). No Japão, por outro lado, a bolsa de Tóquio fechou em alta, interrompendo cinco sessões consecutivas de queda.

Enquanto isso, na Europa, o recuo dos índices acionários nesta manhã reflete a surpresa baixista com a produção industrial da Alemanha, além da cautela do mercado diante das tensões geopolíticas. Esse quadro pode mudar ao longo do dia, a depender da entrevista coletiva que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

Apesar da alta de 0,3% exibida pela indústria entre maio e junho na Alemanha, a produção do setor acumulou queda de 2,4% no segundo trimestre. Parte desse comportamento deve estar ligada ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que tem reduzido a confiança dos industriais e as exportações alemãs.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos pedidos de auxílio desemprego semanal.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,55% em julho. Dos 3 componentes do índice, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou em julho, deflação de 1,01%, Já o Índice de Preços ao consumidor (IPC) apresentou variação de 0,10%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa de variação de 0,75%.

Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar ganhos em relação às demais moedas globais.

(MR – Agência IN)