Absolvição da chapa Dilma-Temer é destaque da última semana

Absolvição da chapa Dilma-Temer é destaque da última semana Foto: Divulgação Absolvição da chapa Dilma-Temer é destaque da última semana

O clima de instabilidade continuou ditando o tom dos mercados na última semana. O principal destaque foi o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE. No cenário internacional, as eleições no Reino Unido indicam que pode se tornar mais difícil negociar a saída do país da União Europeia.

BRASIL
Mercados Domésticos
O IPCA do mês de maio subiu 0,31% e mais do que dobrou quando comparado ao índice de abril. Apesar da alta, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007. A ata da última reunião do Copom apresentou uma queda na expectativa do IPCA para o fim de 2017, sendo estimado em 3,90%. A expectativa para o PIB, por sua vez, é de crescimento de 0,5% e câmbio em R$ 3,30.

A vitória do governo com a aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sustentou o otimismo dos mercados locais, dissipando um pouco mais o cenário político nebuloso. O governo estima obter um ganho de R$ 43 bilhões com a cisão da Infraero e a concessão de seus 54 aeroportos à iniciativa privada.

Cenário Político
Rocha Loures, ex-assessor de Michel Temer, foi preso após virem à tona gravações de conversas entre o presidente e Joesley Batista. Começa a ser cogitada a possibilidade de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antecipar a apresentação da denúncia contra Michel Temer. Ele já ofereceu denúncia contra Aécio Neves e pediu a abertura de um novo inquérito para apurar supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na última sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu a chapa composta por Dilma Rousseff e Michel Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014. Por 4 votos a 3, a decisão da maioria dos ministros evitou que Temer perdesse o mandato atual e Dilma ficasse inelegível por 08 anos. 

Cenário Corporativo
A JBS (JBSS3) fechou acordo para a venda de suas operações no Paraguai, Uruguai e Argentina por US$ 300 milhões para a Minerva. A PDG (PDGR3) apresentou em juízo o conjunto de 38 planos de recuperação judicial com o objetivo de equalizar seus passivos com bancos, fornecedores, trabalhadores e clientes.

Os principais acionistas da BRMalls (BRML3) e da Aliansce (ALSC3) têm mantido conversas sobre uma potencial fusão. Se o plano prosseguir, dará origem a uma corporação com liderança absoluta no setor. Contudo a Aliansce negou, em resposta a questionamento da B3, que haja negociações em curso com a BRMalls para uma fusão.

A Copel (CPLE6) prepara uma oferta pública inicial de ações de cerca de R$ 4 bilhões, visando aliviar um pesado cronograma de dívidas e investimentos de curto prazo. O conselho de administração da Sanepar (SAPR4) aprovou a proposta de pagamento de dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado e dividendo adicional e/ou juros sobre o capital próprio de até mais 25% do lucro líquido.

MUNDO
EUA
James Comey, ex-diretor do FBI, afirmou que acredita ter sido demitido devido às investigações sobre as relações da Rússia com a campanha presidencial de Trump. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a Lei de Escolha Financeira, que revoga boa parte da lei Dodd-Frank sobre regulação financeira. Os deputados democratas se opuseram por unanimidade ao plano, mas devido à posição de minoria na Câmara, não conseguiram barrar a aprovação.

Europa
O PIB da zona do euro aumentou 0,6% nos primeiros três meses de 2017 em relação ao ano passado e registrou expansão anual de 1,9% no período. O setor varejista vendeu 0,1% mais em abril do que em março. O valor, no entanto, ficou abaixo da expectativa de analistas, que esperavam alta de 0,2%.

No Reino Unido, o partido conservador não conseguiu maioria absoluta na Câmara dos Comuns. Isso significa que será necessário fazer coalizões com outros partidos para governar. A primeira-ministra, Theresa May, não está considerando renunciar ao cargo.

Ásia
As exportações chinesas tiveram expansão anual de 8,7% em maio, depois de crescerem 8% em abril. As importações saltaram 14,8% em maio no comparativo com o mesmo período do ano passado. O CPI da China subiu 1,5% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, comparado com um ganho de 1,2% em abril.

(Redação - Agência IN)