Empreendedores transformaram uma simples loja de material de construção em um negócio promissor

Perfil empreendedor de seus fundadores transformou uma simples loja de material de construção em um negócio promissor (Foto: Divulgação) Perfil empreendedor de seus fundadores transformou uma simples loja de material de construção em um negócio promissor

A Casa do Construtor, rede de franquias pioneira no segmento de locação de equipamentos direcionados à construção civil, com foco em obras de pequeno porte, completa 20 anos de mercado. Resultado de uma história de muito trabalho e empreendedorismo de seus sócios-fundadores, os engenheiros civis Altino Cristofoletti Júnior e Expedito Eloel Arena, está com um agressivo plano de expansão nacional para 2014.

Por Michele Rios
Entrevistado: Expedito Eloel Arena, um dos sócios-fundadores da rede Casa do Construtor

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IN: De onde surgiu a ideia de investir no negócio de construção civil? Conte um pouco da história da rede.
Expedito Eloel Arena: Eu e o Altino Cristofoletti Júnior já éramos no setor da construção, pois fomos professores em cursos de edificações e somos formados em engenharia. Então queríamos empreender no ramo mesmo.

IN: A partir de que momento decidiram adotar o sistema de franquia?
EA: Nós começamos a pensar no ramo de franquia depois de 1995 porque constatamos que para “comprar bem o certo era comprar de fabrica”. E o nosso ramo é o que chamamos de capital intensivo. Então para aumentar o nosso poder de compra era sempre investir mais em maquinas para alugar mais.
O Altino tinha acabado de concretizar um curso de franchising e entendemos que este era o canal certo para ter parceiros, que são os franqueados, e assim teríamos mais poder de comprar mais máquinas. Em 1995/1996 começamos a escrever os manuais para o modelo de loja no formato de uma franquia.
Em 1998 terminamos todos os manuais e neste ano foi inaugurada a primeira loja franquia, que foi em Americana.

IN: Quanto foi investido na abertura da primeira franquia?
EA: Na época o franqueado de Americana investiu cerca de R$ 35 mil.

IN: Qual o público da empresa?
EA: Atendemos o público ligado a construção como engenheiro e pedreiro e com o tempo “abrimos o leque”. Hoje a rede tem como publico alvo quatro tipos: PF e PJ ligada a construção diretamente como as construtoras e pequenos empreiteiros e as PF e PJ não ligadas a construção como as donas de casa que estão fazendo reforma e empresas, indústrias, condomínios.

IN: Quantas franquias a rede possui atualmente?
EA: A rede tem 200 lojas em todo o Brasil. A expectativa é alcançar 252 unidades até o final do ano.

IN: Tem interesse em levar o negócio para fora do Brasil? Por quê?
EA: A internacionalização da Casa do Construtor não está no plano de expansão atual. Por enquanto nosso foco é fortalecer a empresa no Brasil. Hoje nosso pensamento sobre o assunto é talvez começar pela America Latina, mas não é o momento.

IN: Quanto a rede pretende faturar em 2014?
EA: A pretensão de faturamento de 2014 é de R$ 180 milhões.

IN: Quanto o interessado deve desembolsar para ter uma franquia da rede?
EA: O valor do investimento inicial é de R$ 550 mil, cerca de 70 a 80% é investimento na compra de máquina para locação. Outra parte da porcentagem são veículos, infraestrutura da loja e gestão de pessoas.

IN: Qual o perfil do franqueado?
EA: Nós buscamos pessoas empreendedoras, estejam alinhados aos valores da rede no mercado (parceria, sustentabilidade, ética no trabalho, comprometimento, foco no negócio), disposição para trabalhar no negócio em si e motivação para isso, relacionamento bom com a cidade ou comunidade. No final das contas é um empresário de sucesso.

IN: O mercado de aluguel de máquinas apresenta números positivos? Por quê?
EA: O ano de 2014 foi um ano atípico. Muitos investidores ficaram mais conservadores e continuaram com os investimentos que já tinham antes, ou seja, “andou de lado”. A nossa rede, em função de planejamento antecipado e parcerias de sucesso com fornecedores, tivemos um crescimento em 2014 ótimo, com dois dígitos, com relação ao ano de 2013.

IN: Vocês costumam investir em campanha de marketing? Quanto?
EA: Este ano foi o primeiro ano de uma campanha nacional em marketing e por questões contratuais com os franqueados, investimos 2% do faturamento da rede em mídias. Fizemos TV, rádios, redes sociais. Acreditamos muito na cultura da locação e por isso o investimento em marketing em todo o Brasil. Os franqueados geralmente investem mais 1% localmente, de forma espontânea.

IN: Atualmente a rede possui plano de crescimento com foco nas regiões sul e nordeste. Por que o interesse nestas regiões?
EA: A região nordeste vem crescendo nos últimos anos em altos níveis, com relação a renda per capita, aos projetos regionais de desenvolvimento. Assim todo o comercio gira nestes movimentos e com mais obras a cultura de locação conseguirá se expandir também.

IN: Outro fator também são investimentos pesados de grandes empresas na região nordeste.
EA: Já o sul está passando por uma mudança de costume, ou seja, de comprar algo para alugar algo. Eles têm uma das melhores rendas do País e tem grande industrialização em todos os três estados.

IN: Como funciona a Universidade Corporativa? De onde surgiu a ideia de lançar a Universidade?
EA: A universidade surgiu desde o início da rede. Franquia quer dizer passar conhecimento. Foi nossa preocupação desde o início a questão da capacitação sobre o modelo de negócio e os primeiros treinamentos aconteceram nas lojas modelo Casa do Construtor.
Com o acúmulo de experiência ao longo dos anos, fomos montando uma equipe focada neste aspecto do negócio, adquirimos uma plataforma de cursos a distancia, equipamentos para os treinamentos dos colaboradores e dos novos franqueados. A nova sede da Universidade foi inaugurada há dois anos.

IN: A rede tem novidades para 2015? Quais?
EA: Para 2015 a rede espera consolidar novos investimentos na área de tecnologia, expansão e marketing corporativo, além de novos produtos que podem ser agregados ao mix de maquinas que estão hoje disponíveis em cada loja. Nossas pesquisas são de acordo com informações que obtemos em feiras e simpósios nacionais e internacionais. )

Última modificação emQuinta, 25 Setembro 2014 09:54