Baixa renda lidera procura por crédito em 2013, aponta Serasa Experian

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Os consumidores de menores rendimentos mensais lideraram a expansão da demanda por crédito no acumulado do ano de 2013: crescimento de 8,4% para os consumidores que recebem até R$ 500 mensais e de 3,7% para aqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.

Já a quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 1,8% no acumulado do ano de 2013 comparativamente ao ano de 2012. Foi o segundo ano consecutivo de fraco desempenho da demanda do consumidor por crédito, já que, em 2012, esta havia recuado 3,1% em relação a 2011. No biênio anterior (2010 e 2011), as expansões da procura do consumidor por crédito foram bem mais expressivas: altas de 16,4% e 7,5%, respectivamente (veja quadro abaixo).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a alta da inflação, os esforços do consumidor em reduzir seus níveis de endividamento e de inadimplência, a escalada das taxas de juros e do custo do crédito e a alta do dólar impediram um desempenho mais favorável da demanda do consumidor por crédito no ano de 2013.

Ao contrário da demanda por crédito dos consumidores menores rendimentos mensais, nas demais camadas de rendimento mensal, a demanda por crédito recuou no ano passado. Para os consumidores com rendimentos mensais entre R$ 1.000 e R$ 2.000, a queda na demanda por crédito em 2013 foi de 0,1%. Além disto, houve diminuição de 2,4% para os consumidores que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês; recuo de 4,2% para os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais e queda de 3,4% para aqueles que ganham mais de R$ 10.000 por mês.

No acumulado do ano, isto é, de janeiro a dezembro de 2013, as regiões Norte e Nordeste registram as maiores taxas de crescimento da demanda dos consumidores por crédito: altas de 10,2% no Norte e de 8,0% no Nordeste. No Sul, a alta em 2013 totalizou 3,8%.

Por outro lado, houve queda de 0,8% na demanda por crédito dos consumidores do Sudeste e de 4,4% para os consumidores do Centro-Oeste.

(Redação - Agência IN)

Última modificação emSegunda, 20 Janeiro 2014 08:26