Recursos para financiamento de veículos seguem em alta e inadimplência fica estável, segundo ANEF

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Financiamento de veículos Foto: Divulgação Financiamento de veículos

O total de recursos liberados para financiamento de veículos em abril somou R$ 9,2 bilhões, crescimento de 10,1% sobre os R$ 8,3 bilhões de março. Com o resultado, o primeiro quadrimestre do ano foi encerrado com R$ 37,1 bilhões, alta de 3,9% ante igual período do exercício anterior, quando foram concedidos R$ 35,6 bilhões, segundo a ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).

Apesar do incremento geral, o saldo das carteiras de financiamentos de veículos (CDC + Leasing PF e PJ) apresentou queda durante os quatro primeiros meses de 2014, fechando em R$ 220,7 bilhões. Atualmente, o saldo do crédito para aquisição de veículos por pessoas físicas e jurídicas corresponde a 4,4% do PIB, queda de 0,8 p.p. sobre o mesmo intervalo de tempo do ano passado, quando equivalia a 5,2%.

Restrições ao crédito
Para Décio Carbonari, presidente da ANEF, o raciocínio de que a retração nas vendas de veículos está exclusivamente ligada à restrição no crédito é falso. “As políticas de crédito foram alteradas há mais de dois anos e não sofreram nenhuma mudança recente. Não se pode dizer que a atual política de crédito é mais restritiva. Ela é absolutamente a mesma. Desde que ocorreram, as medidas se mostraram acertadas, e a inadimplência vem apresentando quedas constantes.”

Queda na inadimplência
A inadimplência no setor automotivo durante abril seguiu estável em 5%, no CDC para pessoa física. Os atrasos inferiores a 90 dias, apesar de não representarem inadimplência, também se mantiveram em 8,4% naquele mês.

Juros, planos e prazos
A ponderação média utilizada pelo mercado em abril, para pessoa física, teve ligeira queda, passando de 1,77% a.m. e 23,5% a.a. para 1,71% a.m. e 22,6% a.a., respectivamente. As taxas praticadas pelas associadas da ANEF permaneceram em 1,35% a.m. e 17,46% a.a. A Selic, que em março estava em 0,85% a.m. e 10,75% a.a., sofreu oscilação para cima em abril, para 0,87% a.m. e 11% a.a.

Nos contratos firmados em abril, os planos máximos oferecidos pelos bancos foram de 60 meses, mas o prazo médio das concessões foi de 41, um a menos que em igual mês de 2013.

(Redação - Agência IN)