Trabalhador quer emprego temporário para quitar despesas básicas

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Trabalhador quer emprego temporário para quitar despesas básicas Foto: Divulgação Trabalhador quer emprego temporário para quitar despesas básicas

Os trabalhadores estão de olho nas vagas temporárias de final de ano para quitar dívidas com água, luz, telefone, seguro do carro e IPVA. É o que revela o terceiro levantamento sobre trabalho temporário realizado pela VAGAS.com, líder em processos de e-recuitment. O estudo mostra que despesas com serviços básicos e com o carro entraram na lista de prioridades daqueles que pretendem ganhar uma renda extra para saldar débitos. Neste ano, 28% estão dispostos a utilizar o recurso conquistado para quitar contas básicas ante 4% no ano passado. O interesse também saltou para quitação de despesas com o carro: pulou de 1% em 2013 para 20% neste ano.

O levantamento foi realizado de 9 a 15 de outubro por meio da base de currículos cadastrados no portal de carreira VAGAS.com.br. Dos 975 respondentes, metade (50%) é composta por homens e outra por mulheres, com idade média de 30 anos, 67% pertencentes à região Sudeste e 84% ocupando cargos operacionais.

“O cenário mudou em relação ao ano passado. As pessoas estavam atrás de um emprego temporário para pagar despesas com educação. Ainda há essa necessidade, mas o que está afligindo os endividados neste ano é a conta de água, de luz e com o carro. Isto mostra que até as contas mais básicas estão impactando no orçamento do consumidor, uma prova de que a renda desse trabalhador está cada vez mais comprometida”, explica Rafael Urbano, coordenador do estudo na VAGAS.com.

Da massa que busca o emprego temporário para quitar dívidas (21%), o cartão de crédito ainda aparece como prioridade de quitação, com 53% de preferência. Pagar os estudos é importante para 29%. Saldar débitos em carnês é desejo de 16%. O financiamento do carro aparece com 14% de intenções. Com 12%, o cheque especial vem logo na sequência. Despesas com saúde têm 10% de menções. O financiamento da casa é prioridade para 9% e, em último lugar, o cheque pré-datado, com 1%.

Desse mesmo estrato de endividados (21%), o levantamento conseguiu extrair o tamanho da dívida contraída. Quase metade (48%) está com despesas que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil. No ano passado, os que estavam nessa faixa representavam 39%. No patamar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, há 19% contra 17% em 2013. No estrato daqueles com despesas superiores a R$ 5 mil, 8% neste ano ante 14% no período anterior. Os que declararam ter débitos de até R$ 1 mil somaram 19% em 2014 contra 26% no ano passado. Os que não quiseram responder totalizaram 4%.

O estudo mostra que, do total de respondentes, 67% pretendem realizar algum trabalho temporário neste final de ano contra 60% no ano passado. Do total de interessados em realizar um emprego temporário neste ano, a maioria é composta pelo sexo feminino (52%), está desempregado (55%) e parte já realizou essa atividade anteriormente (28%).

Entre os motivos apresentados dos que pleiteiam uma vaga temporária, 34% pretendem conseguir uma nova oportunidade de trabalho com a atividade de fim de ano. Há um mesmo percentual (21%) que declarou utilizar a renda para saldar dívidas ou ganhar experiência profissional. Obter uma remuneração extra para poupar é intenção de 11% dos consultados. Os que pretendem pagar os estudos somam 8%. Aproveitar a oportunidade para mudar de emprego é a intenção de 4%. Poupar dinheiro é objetivo de 5% e outros 2% informaram ter outras intenções com essa atividade.

Para aqueles que não querem realizar algum tipo de atividade temporária (31%), os motivos que prevaleceram para a escolha foram: prefere um emprego fixo (46%), não consegue conciliar com outro trabalho (29%), não tem interesse (9%), está satisfeito com a carga atual de trabalho (8%), está satisfeito com a remuneração (2%) e outros (7%).

Outro dado levantado refere-se à confiança dos trabalhadores na busca por emprego. O estudo aponta que 32% estão totalmente confiantes com a possibilidade em conseguir uma ocupação no mercado de trabalho. Há, ainda, 48% confiantes, 14% indiferentes, 4% pessimistas e 2% totalmente pessimistas.

Entre as áreas de maior interesse dos candidatos que pleiteiam um emprego temporário, aparecem na preferência: serviços auxiliares, comércio e varejo e atividades de informática.

(Redação- Agência IN)