TI e Seguros tiveram os maiores aumentos salariais em 2015

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Levantamento anual da Michael Page mostra que alguns cargos receberam acréscimos de mais de 40% Foto: Divulgação Levantamento anual da Michael Page mostra que alguns cargos receberam acréscimos de mais de 40%

O momento econômico difícil que o Brasil atravessa desde o ano passado não atingiu alguns segmentos da economia com relação à remuneração dos executivos. Mesmo diante das adversidades e da desconfiança que incidem no crescimento do PIB brasileiro, determinados setores mantiveram suas operações aquecidas e, consequentemente, sustentaram os salários em alta. É o que aponta o Estudo de remuneração 2015 da Michael Page que avaliou os rendimentos fixos e varáveis dos profissionais do país.

A pesquisa, que teve como base as informações de entrevistas realizadas com mais de 100.000 profissionais, nos últimos 12 meses, nos 14 escritórios da consultoria espalhados pelo território nacional, apontou que as posições ligadas às áreas de TI, Seguros e Vendas foram os segmentos que tiveram os maiores ganhos salariais de 2015, em relação ao ano passado.

Alguns cargos tiveram aumentos reais de mais 40%. Este é o caso do Gerente de Canais/Vendas Indiretas (do setor de Vendas de software) que conseguiu incremento 41% na renumeração. Posições de TI e vendas, como gerente de operações de vendas e gerente nacional de vendas (com foco em telecomunicação) também ganharam aumentos de 35% e 30%, respectivamente. No setor de seguros, o gerente comercial conseguiu uma expansão salarial de 29% no espaço de um ano.

De acordo com João Marco, diretor executivo da Michael Page, estes setores (TI e Seguros) se mostraram, até agora, serem à prova de crise e fez com que as empresas dessas áreas investissem para reter seus principais executivos. “O mercado de seguros segue seu histórico de alta desde a abertura do mercado e a entrada de grandes seguradoras e resseguradoras multinacionais. A diversificação do mercado e o movimento dos principais players, ainda com a instabilidade econômica, faz com que a remuneração do setor também corresponda a busca por profissionais com força comercial e conhecimentos técnicos”, afirma João Marco.

Já no setor da Tecnologia da informação, João Marco acredita que TI ainda é uma ferramenta-chave da maioria das empresas no mercado, independente de porte ou área de atuação. Mesmo com as perspectivas adversas do mercado, a otimização de processos, assim como o controle de vendas e comportamento do consumidor, por exemplo, podem se tornar mais eficientes através de um bom sistema de programação e de um time de tecnologia diverso e alinhado com os interesses da empresa.

(Redação - Agência IN)