Profissões pouco valorizadas passam a ser do futuro

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Profissões pouco valorizadas passam a ser do futuro Divulgação

Muitos acreditam que um diploma universitário é garantia de uma carreira bem sucedida, bem como um futuro financeiro tranquilo. O que é desconhecido por muitos é o fato de algumas profissões, nem tão valorizadas, podem acarretar em excelentes oportunidades de crescimento profissional e remuneração acima da média oferecida pelo mercado. Exemplo disso são os chaveiros e instaladores de câmeras de segurança. Para o diretor do Instituto Monitor, Eduardo Alves, conquistar o sucesso profissional está muito relacionado a gostar do que faz. O mercado está aí para todos, explica Alves, desde que as pessoas exerçam suas atividades com qualidade, honestidade e eficiência. Por isso, ele aconselha buscar capacitação constantemente, por meio de cursos ou treinamentos.

O diretor reitera que ambas as profissões merecem mais destaque, uma vez que estas impulsionam uma grande demanda de trabalho, são solicitadas em grande escala pelas pessoas, além de tais atividades poderem representar um dinheiro extra para quem está desempregado. Essas profissões são boas opções para quem deseja trabalhar por conta própria. Mas, também há a possibilidade de trabalhar como empregado, profissional liberal ou prestador de serviço. Tratando-se de empreendimento, as atividades têm o atrativo de não requererem grandes investimentos, pois o empreendedor pode instalar o negócio em sua própria residência”, explica Alves.
Embora muito antiga, a profissão de chaveiro não se tornou obsoleta. Em especial no que diz respeito a segurança, cada vez mais foram surgindo novas técnicas no setor, como fechaduras protegidas por senha ou chaves de carro com controle por meio de chips eletrônicos. Isto fez com que a atividade passasse do trivial de simplesmente fazer cópias de chave para se tornar cada vez mais imprescindível. “Embora o mercado esteja aquecido, o chaveiro que deseja se manter competitivo tem que se qualificar para estar apto a acompanhar as inovações”, afirma o diretor.
Como perfil de profissional, é necessário que a pessoa seja detalhista, paciente e, principalmente honesto. Afinal, como alerta Alves, demonstrar ao cliente que é digno de confiança é fundamental, uma vez que o chaveiro recebe as chaves de uma propriedade para realizar uma cópia, um carro para ser aberto etc.
Cabe ressaltar que o mercado de trabalho para quem atua nesta área é bastante amplo. O diretor explica que além de executar serviços básicos da função, o profissional pode trabalhar nas mecânicas, metalúrgicas, movelaria, dentre outras.

Os altos índices de violência estão, certamente, entre os principais fatores pela busca de sistemas de segurança cada vez mais eficientes e complexos. Em 2012, cerca de 112.709 pessoas morreram em situações de violência no Brasil, segundo dados apontados no Mapa da Violência 2014, divulgado no último dia 2 de julho. Somente a cidade de São Paulo registrou, em média, entre roubos e furtos, cerca de 460 celulares por dia, nos três primeiros meses deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) publicados recentemente pelo portal G1.
Com tanta insegurança, famílias, empresas e comércios têm investido continuamente de tecnologias que incluem circuitos fechados de TV e diversos tipos de alarmes com sensores de presença. Com tanta demanda, o mercado de trabalho para profissionais especializados na instalação destes sistemas está aquecido. “A profissão exige alto grau de atenção e capacidade de ler e manejar as informações fornecidas pelos sistemas. Trata-se de um ramo promissor, visto que é cada vez mais necessário à medida em que a violência toma conta das grandes cidades”, reforça Alves. Como o serviço deve ser oferecido 24 horas por dia, a disponibilidade de horário, além de capacitação técnica, são fundamentais para o sucesso profissional e a conquista de uma remuneração atrativa.

(Redação- Agência IN)

Última modificação emQuinta, 10 Julho 2014 17:10