A matemática da Mudança

A matemática da Mudança Foto: Divulgação A matemática da Mudança

Especialista desenvolve fórmula para líderes engajarem seus colaboradores em processos de transformação dentro das empresas

silvanamelloA mudança assola o ser humano desde que ele existe, basta revisitarmos a nossa própria vida. Movimentos automáticos que fazemos hoje com total independência, como dirigir, por exemplo, representaram um tremendo desafio em determinada época de nossas vidas. “Seguimos nos adaptando, até que entramos nas organizações e convivemos com as transformações quase que diariamente, e o pior: algumas totalmente inesperadas”, diz Silvana Mello, Diretora de Desenvolvimento de Talentos, Liderança e Engajamento da LHH.

O fato é que a mudança é uma realidade global e real, mas como lidar com a tal mudança? Existe uma fórmula? De acordo com Silvana, no geral a mudança envolve três grandes fases: Aceitação ou Resistência; Desapego e a Tomada de decisão.

A primeira fase implica na nossa capacidade de entender e analisar quais são os impactos reais da mudança. “A flexibilidade e a resiliência ajudam muito nesta fase. No geral temos a tendência de gostar do jeito antigo de fazer as coisas, por vários motivos: facilidade, acomodação etc”, explica a diretora.

Já a segunda fase diz respeito a nossa capacidade de desapegar do antigo e ser capaz de incorporar o novo. “Este pode ser um exercício árduo, dependendo da intensidade da mudança e a forma com que as pessoas lidam com esta temática”, diz Silvana, acrescentando que a última fase é a tomada de decisão, que pode ser fácil ou dolorida, rápida ou lenta, envolver mais ou menos riscos.

Contudo, é possível pensar e praticar a mudança de um jeito menos dramático e mais desapegado. Percebê-la como uma possibilidade de aprendizagem e um avanço é interessante e inteligente. “Para isso é preciso entender que a transformação é vivenciada e percebida de forma diferente pelas pessoas. Neste ponto o papel da liderança é fundamental”, afirma a diretora, acrescentando que, o líder precisa engajar os colaboradores na mudança, atuando como um gestor coach”, esclarece Silvana.

Contudo, corre-se o risco de se ter uma inversão de papéis, ou seja, quando o líder deveria ouvir ele pode querer falar, quando precisa apenas falar ele decida ouvir e assim por diante.

A solução
De acordo com Silvana, uma fórmula simples pode auxiliá-lo nesse momento: C + O + E +C = gerenciar as mudanças. “Comunicar, Ouvir, Engajar e Dar Coaching. Essas são as ações fundamentais para um gestor encarar os ventos da mudança com serenidade e energia, pois precisará de uma equipe resiliente e engajada. E mesmo com essa fórmula, é importante dar espaço para o inesperado e as diferentes formas de encarar a mudança, afinal ela pode ser mais difícil para uns do que para outros”, afirma.

Além disso, há alguns ingredientes que tornam essa fase mais divertida como: a visão das diferentes gerações e culturas que podem entender e sentir a mudança de maneira muito peculiar.

(Redação - Agência IN)