Paraíba e Piauí concluem recadastramento biométrico de seus eleitores

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Paraíba e Piauí concluem recadastramento biométrico de seus eleitores (Foto: Divulgação) Paraíba e Piauí concluem recadastramento biométrico de seus eleitores

Mais dois estados terminaram o recadastramento biométrico (identificação pelas digitais) de seu eleitorado: a Paraíba e o Piauí, que possuem, respectivamente, 2.802.753 e 2.340.051 eleitores. 

Agora são oito os estados, além do Distrito Federal, que concluíram a biometria: AL, SE, AP, GO, TO, RR, PB e PI. O recadastramento biométrico já alcançava 79.290.227 (54,21%) dos atuais 146.257.175 eleitores do país nesta segunda-feira (12).

Alagoas e Sergipe cadastraram todos os seus eleitores na biometria até 2012. Amapá e Distrito Federal terminaram o processo em 2014. Tocantins, Goiás, Roraima e Paraíba encerraram o recadastramento em 2017. E o Piauí terminou o cadastramento biométrico no estado no começo de março de 2018.

Dezessete capitais dos estados, mais o Distrito Federal, já encerraram o cadastramento biométrico de seu eleitorado. As capitais são as seguintes: Rio Branco, Maceió, Macapá, Manaus, Vitória, Goiânia, São Luís, João Pessoa, Curitiba, Recife, Teresina, Natal, Porto Velho, Boa Vista, Florianópolis, Aracaju e Palmas.

A Justiça Eleitoral prevê o cadastramento de todo o eleitorado brasileiro na biometria até 2022. As metas da biometria para os próximos anos são as seguintes: 9.824.597 eleitores este ano, 21.496.827 eleitores em 2019, 10.790.971 eleitores em 2020, 19.298.704 eleitores em 2021 e 10.332.912 eleitores em 2022.

A biometria

Desde as eleições municipais de 2000, todos os brasileiros escolhem os seus representantes utilizando a urna eletrônica. No entanto, naquela época, verificou-se que em um procedimento eleitoral ainda havia a intervenção humana: na identificação do eleitor. Isso porque, nesse momento, o mesário recebe os documentos de quem vota, confere os seus dados, digita o número na urna eletrônica, e, se aquele título fizer parte daquela seção e o eleitor não tiver votado ainda, a urna é liberada pelo mesário para que o eleitor vote.

Com a adoção da biometria, o processo de votação praticamente excluiu a possibilidade de intervenção humana. Com a biometria, a urna somente é liberada para votação quando o leitor biométrico identifica as impressões digitais do eleitor.

Nas eleições de 2008, a biometria foi testada pela primeira vez nos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO). Depois do sucesso da revisão biométrica nas três cidades, a Justiça Eleitoral decidiu dar continuidade, em 2010, ao projeto de identificação biométrica do eleitor em outros 57 municípios. Dessa forma, nas eleições gerais daquele ano, 1,1 milhão de eleitores de 60 municípios de 23 estados votaram após serem identificados pela tecnologia da biometria.

Em 2012, as eleições municipais com identificação biométrica foram realizadas em 299 municípios de 24 estados e atingiram mais de 8 milhões de eleitores que já estavam aptos a serem identificados por meio da impressão digital.

Já nas eleições gerais de 2014, cerca de 21 milhões de cidadãos de 764 municípios de todos os estados e do Distrito Federal estiveram aptos a serem identificados por meio do leitor biométrico. E a identificação das digitais dos eleitores apresentou alto índice de efetividade.

No pleito de 2016, mais de 46 milhões de eleitores estavam aptos, por meio da identificação biométrica, a votar em 1.541 municípios com biometria. Para as eleições de 2018, a Justiça Eleitoral planeja incorporar eleitores de mais 1.264 municípios (Provimento nº 3/2018, da Corregedoria-Geral Eleitoral) a esse número.

(Redação – Investimentos e Notícias)