Lula é condenado a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do tríplex

  •  
Lula é condenado a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do tríplex Foto: Divulgação

O julgamento que ocorreu nesta quarta-feira, 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre – RS marcou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do Tríplex.
Os três desembargadores da 8ª Turma que estavam responsáveis pelo caso votaram a favor de manter a condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em relação ao tríplex que fica no Guarujá - SP.

O relator, João Pedro Gebran Neto, manteve a condenação de Lula e ainda aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e 1 mês, enquanto os Desembargadores Leandro Paulsen e Victor Laus acompanharam o voto do relator.

O recurso da defesa de Lula contra a sentença aplicada pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância foi negado pelos magistrados, que como citado acima, ainda aumentaram a pena e o condenaram a prisão em regime fechado, acolhendo pedido do Ministério Público Federal.

Segundo os desembargadores, o entendimento da sentença de Moro é válida. Victor Luiz dos Santos Laus disse que os desembargadores não julgam pessoas, mas sim fatos e ainda completou: “Esses fatos que foram trazidos no âmbito da instrução criminal foram objeto de ampla investigação. O resumo que se tem é que, ao fim e ao cabo, aquele primeiro mandatário auferiu benefícios com esses fatos”.

Além de Lula, O ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), e o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros também passaram pelo julgamento. No entanto, os desembargadores concordaram em reduzir as penas previstas inicialmente para eles, condenando-os a três anos e seis meses para o primeiro e a um ano e 10 meses para o segundo.

Para quem não se lembra, o juiz federal Sérgio Moro já havia sentenciado o ex-presidente afirmando que ficou provado nos autos que Lula e sua esposa, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no imóvel pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a eles, além de fazerem parte do pagamento de propina ao ex-presidente por beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

A defesa chegou a alegar que a análise de Moro foi “parcial e facciosa” e “descoberta de qualquer elemento probatório idôneo”. Além disso, os advogados ainda afirmaram que um conjunto de equívocos justificava a anulação da condenação. Porém, após o presidente da turma, Leandro Paulsen, proclamar o resultado concordando com a sentença de Moro, a sessão foi encerrada.

(Redação - Investimentos e Notícias)